Marquise de antigo prédio da Caixa desaba na Aldeota
Parte da estrutura metálica de um antigo prédio da Caixa Econômica Federal desabou no início da manhã desta sexta-feira (6). A antiga agência bancária, desativada em maio de 2023, está localizada na Avenida Barão de Studart, no bairro Aldeota, em Fortaleza, e vinha sofrendo com frequentes atos de depredação e furto de material.
Moradores da vizinhança denunciam que depredação acontecia à luz do dia e que a rotina do entorno foi alterada por ameaças e violência praticadas pelos invasores.
Segundo informações repassadas para a TV Verdes Mares, o local abrigava usuários de drogas ilícitas. A residência ao lado do prédio, inclusive, também teria sido depredada e utilizada pelos supostos invasores.
Em nota, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) informa que autuou o proprietário e classifica a conduta de falta de fechamento e conservação como infração grave.
“A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada”, diz o pronunciamento.
No momento, agentes da AMC e da Polícia Militar estão no local. Uma das faixas da avenida deve ser interditada para facilitar o controle do fluxo de trânsito.
Segundo a Defesa Civil, um trabalho de articulação para localização do proprietário do imóvel será realizado para proporcionar a retirada do material da via.
VENDA DO IMÓVEL
Em nota, a CAIXA esclarece que o imóvel foi vendido em dezembro de 2002, por meio da Concorrência Pública nº 4/2002, com a devida formalização da escritura pública de compra e venda.
Considerando que o registro imobiliário não foi providenciado pelo adquirente, o banco está adotando as medidas legais cabíveis para a regularização da situação, nos termos da Lei nº 14.382/2022.
Apesar disso, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) apontou, em nota oficial, que os dois autos de infração relacionados ao imóvel que desabou, localizado no nº 2.191 da Avenida Barão de Studart, foram lavrados em nome da Caixa Econômica Federal.
Fonte:Diário do Nordeste

