Membro do CV suspeito de arremessar pedras em passeata política é preso em Fortaleza

Um homem apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e suspeito de arremessar pedras contra multidão durante uma passeata política no bairro Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, na segunda-feira, 24, foi preso pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE). O suspeito foi localizado no bairro Boa Vista nessa quarta-feira, 26.O Auto de Prisão em Flagrante (APF) do alvo, identificado como Breno de Oliveira Morais, conhecido como “Bebê”, aponta que as ações de intimidação eleitoral estariam vinculadas à atuação da facção criminosa carioca.

Conforme o documento, ao qual O POVO teve acesso, participantes da passeata foram atingidos por pedras arremessadas contra a multidão durante o evento político. Testemunhas relataram ter identificado o suspeito como o responsável pelo ataque.

O relatório policial da 20ª Delegacia de Polícia Civil afirmou que, após o crime, Breno teria fugido em um veículo em direção ao bairro Bela Vista, região onde ele foi preso após diligências da Polícia Civil. No local, os policiais apreenderam dois celulares e dois chips com o suspeito.Um dos aparelhos, encontrado no veículo utilizado pelo investigado após a fuga do local do crime, estaria resetado e possuiria registro de furto. Após a prisão em flagrante, Breno e o material apreendido foram conduzidos à unidade policial, onde ele foi autuado por integrar organização criminosa e receptação.

Justiça converte prisão em flagrante em preventiva

Após a prisão, o autuado passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva a pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE).

A decisão foi tomada pelo Núcleo de Custódia e Garantias da Comarca de Fortaleza em decisão assinada pelo juiz de direito Maurício Fernandes Gomes, nessa quita-feira, 27.

Durante a audiência de custódia, a defesa de Breno solicitou a liberdade provisória ou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. No entanto, os pedidos foram negados pelo juiz.A decisão judicial considerou comprovada a materialidade e indícios de autoria do crime pelo suspeito. A prisão foi fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública e evitar o risco de reiteração do ato criminoso.

Segundo o juiz, nenhuma medida cautelar além da prisão, como o uso de tornozeleira eletrônica, seria suficiente para neutralizar os riscos apresentados pelo investigado se fosse colocado em liberdade.

 

Fonte: O Povo