Michel Temer ri de imitação de Bolsonaro em jantar com políticos e empresários

A imitação foi feita pelo humorista André Marinho, conhecido por representações do atual presidente, em jantar com cerca de 20 políticos e empresários em São Paulo (SP). “E essa cartinha que eu recebi, é tua?”, pergunta o piadista a Temer, que acena positivamente com a cabeça em outro canto da mesa.

“Achei ela meio infantil, meio marica, eu estou achando que foi o Michelzinho que mandou para mim”, continuou André, em referência ao filho de 12 anos de Temer. Em seguida, ele questiona, em tom jocoso, sobre supostos trechos não mencionados na declaração.

“Cadê a parte que eu combinei contigo de queimar o STF? Cadê a parte que eu combinei de roubar as perucas do [Luiz] Fux [presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)]? Cadê a parte que eu combinei de botar o pau de arara na Praça dos Três Poderes e dar de chicote no lombo de Alexandre de Moraes (ministro do STF)? Assim não vai dar!”, brinca o humorista ao lado do pai, Paulo Marinho.

O pai de André é político, empresário e apresentador do programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Ele foi um dos investidores da campanha presidencial de Bolsonaro, em 2018. Na época do pleito, a mansão do empresário, no bairro Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ), foi usada com quartel-general da campanha.

Paulo Marinho, contudo, rompeu relações com o presidente em maio de 2020, após revelar que o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) disse ter recebido informações privilegiadas da Polícia Federal (PF) sobre Fabrício Queiroz, assessor que seria o responsável pela operação do esquema da “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Além do trio, estavam na reunião Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD; Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes; Roberto D’Ávila, jornalista, apresentador e diretor da GloboNews; Raul Cutait, cirurgião do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP); e Naji Nahas, empresário, investidor e anfitrião do jantar, ocorrido em seu apartamento.

‘DECLARAÇÃO À NAÇÃO’

Na nota mencionada na imitação de Bolsonaro, o chefe do Executivo discorreu sobre recentes conflitos e tensões entre ele e instituições legislativas e judiciárias. Ele assumiu que suas palavras foram “por vezes, contundentes” e provocadas pelo “calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem”.

Além de ajudar com o conteúdo da carta, Temer intermediou uma conversa entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, contra quem o presidente desferira ataques e xingamento. As investidas do mandatário também se estenderam ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Diário do Nordeste 

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