Candidatos ao governo de MG cobram Mateus Simões na Band sobre segurança e Copasa

O cenário político de Minas Gerais ferveu na noite do último domingo, 16 de agosto de 2026, quando a TV Band Minas sediou um aguardado debate entre os candidatos ao governo do estado. O encontro foi marcado por intensas críticas direcionadas a Mateus Simões (PSD), que se viu no centro dos questionamentos de seus oponentes. Os temas que dominaram a discussão foram a segurança pública e a gestão orçamentária, com foco na condução do atual governo e do ex-governador Romeu Zema (Novo).

A pauta eleitoral ganhou contornos acalorados à medida que os candidatos expuseram suas visões e apontaram falhas nas políticas estaduais. Participaram do debate cinco nomes cujos partidos possuem representatividade significativa no Senado, com mais de cinco cadeiras: Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL), Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB). O candidato Patrus Ananias (PT), embora convidado e com sua equipe tendo participado das reuniões preparatórias com a emissora, não compareceu ao evento.

Segurança pública no centro do embate eleitoral

Um dos pontos mais sensíveis e recorrentes durante a transmissão foi a segurança pública. Alexandre Kalil foi enfático ao criticar a gestão, afirmando que Mateus Simões “liquidou a Polícia Militar”. Segundo Kalil, o governo estadual estaria “há 13 anos sucateando a Polícia Militar”, resultando em uma corporação “muito humilhada” e com recursos insuficientes para atuar de forma eficaz.

Gabriel Azevedo também se aprofundou na questão, acusando o Estado de “trair” a classe policial ao não conceder o reajuste salarial previamente acordado. O ex-vereador alertou para as graves consequências dessa negligência, apontando a expansão da atuação de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho em Minas Gerais, diretamente ligada ao descumprimento dos compromissos governamentais com as forças de segurança.

Gestão orçamentária e subsídios fiscais sob questionamento

A saúde financeira do Estado e a política de subsídios concedidos a empresas também foram alvos de forte debate. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 prevê um montante estimado em R$ 27 milhões em isenções fiscais para o setor empresarial, um número que gerou controvérsia entre os candidatos.

Alexandre Kalil argumentou que esses benefícios são direcionados a empresários que seriam “bons amigos” do governo, questionando a transparência e a justiça na distribuição desses incentivos. O candidato ressaltou que, antes da atual gestão assumir o governo estadual, o valor das isenções fiscais não ultrapassava R$ 4 milhões. Embora reconheça a necessidade de algumas isenções, Kalil defendeu veementemente a exigência de “transparência” total em relação às empresas beneficiadas, para que a população tenha clareza sobre o uso dos recursos públicos.

Privatização da Copasa e o desafio do saneamento

A discussão sobre a privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) trouxe à tona outro ponto crítico da gestão estadual. Gabriel Azevedo criticou a decisão do governador de assinar a privatização sem considerar que mais da metade da água em Minas Gerais ainda não recebe tratamento adequado. Essa situação, segundo ele, representa um enorme desafio para o próximo governante.

O candidato enfatizou a urgência de cumprir as metas de saneamento básico estabelecidas para o estado até o ano de 2033. A privatização da Copasa, nesse contexto, levanta preocupações sobre como a nova gestão garantirá o acesso e a qualidade do saneamento para todos os mineiros, especialmente diante dos desafios existentes na infraestrutura e cobertura do serviço.

Para mais informações sobre o perfil político de Mateus Simões, acesse Poder360.

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