Missão Artemis II: Como a viagem à Lua pode impulsionar a medicina

A missão Artemis II, que levou o ser humano à Lua após mais de 50 anos, não só resultou na evolução da viagem espacial e das pesquisas na área de energia, como também pode impulsionar novas descobertas na medicina.

Luiz Vicente Rizzo, diretor de Pesquisa do Hospital Albert Einstein, explicou em entrevista à CNN Brasil que um dos estudos realizados durante a missão da NASA busca prever e ajustar as condições para entender o impacto de uma viagem a Marte.

Estudo Avatar e seus efeitos na saúde humana

O estudo Avatar (A Virtual Astronaut Tissue Analog Response) analisa os efeitos do aumento da radiação e da microgravidade na saúde humana, além de investigar características extraterrestres que aceleram o decaimento das células.

Chips de órgãos criados a partir de células-tronco da medula óssea foram utilizados na missão Artemis II para entender como o corpo humano pode responder a fatores estressantes, como radiação e tratamentos médicos.

Comparações e medicina personalizada

Células dos astronautas foram colhidas e comparadas com as que permaneceram na Terra, permitindo estudos sobre envelhecimento, medicina personalizada e diferenças individuais.

A medula óssea, sensível à radiação, desempenha um papel vital no sistema imunológico. Os pesquisadores buscam compreender como a radiação do espaço profundo afeta esse órgão.

Além disso, as descobertas da missão podem trazer avanços significativos no estudo do envelhecimento e de doenças degenerativas no corpo humano.

Impacto no sistema cardiovascular e avanços na telemedicina

Fábio Lario, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, destacou como as alterações no sistema cardiovascular dos astronautas podem levar a novos aprendizados.

O isolamento no espaço também abre portas para avanços na telemedicina, com testes de novas tecnologias que podem beneficiar pessoas sem acesso a especialistas.

Efeitos nos músculos e ossos

Os astronautas podem sofrer atrofia muscular e óssea devido às missões espaciais mais longas. Esses efeitos podem levar a avanços no estudo de condições semelhantes em pacientes na Terra.

A tecnologia e os estudos realizados durante a missão Artemis II têm potencial para trazer benefícios significativos para a compreensão das condições do corpo humano, tanto no espaço quanto na Terra.

(Foto: reprodução)