Hugo Motta, presidente da Câmara, nega aval para missão de Mário Frias nos EUA

O cenário político brasileiro é marcado por mais um capítulo de controvérsia envolvendo parlamentares. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), veio a público nesta terça-feira (26.mai.2026) para esclarecer sua posição em relação à viagem do deputado Mário Frias (PL-SP) aos Estados Unidos. Motta afirmou ter conversado com Frias, mas categoricamente negou ter concedido qualquer autorização oficial para a missão internacional, que agora está sob escrutínio do Supremo Tribunal Federal (STF).

motta: cenário e impactos

A declaração de Motta adiciona uma nova camada de complexidade ao caso que já vinha gerando repercussão. Segundo o presidente da Câmara, o conhecimento sobre os pedidos de Frias para a missão só ocorreu quando o deputado já se encontrava em território norte-americano. “Quando eu tomei conhecimento dos pedidos do deputado Mário Frias, ele já havia viajado, tanto é que eu não despachei. Nem autorizei nem neguei a sua missão oficial“, detalhou Motta em entrevista à CNN Brasil, sublinhando a ausência de um despacho formal.

A intervenção do Supremo Tribunal Federal no caso Frias

A viagem de Mário Frias ganhou destaque após a intervenção do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Na quarta-feira (20.mai), Dino determinou que a Câmara dos Deputados informasse, em um prazo de 48 horas, a “situação funcional” do congressista. A Casa, em resposta, enviou um ofício ao STF confirmando que Frias havia viajado sem a devida autorização prévia, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a transparência da missão.

A ausência de autorização formal para uma missão internacional de um parlamentar é um ponto crucial, pois tais viagens, quando oficiais, envolvem recursos públicos e representam o país. A falta de um aval da presidência da Câmara pode configurar uma irregularidade, sujeitando o deputado a investigações e possíveis sanções.

Controvérsia em torno das emendas para o filme “Dark Horse”

O deputado Mário Frias também está sob investigação por outras frentes. Ele foi intimado para prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares destinadas à produtora do filme “Dark Horse“. A produção cinematográfica retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as suspeitas giram em torno de um possível desvio de verbas públicas.

A intimação, contudo, não encontrou Frias, que já estava nos Estados Unidos. Em sua defesa apresentada ao STF na segunda-feira (25.mai), o congressista negou veementemente o uso das emendas para o filme, classificando as acusações como “falsas” e “difamatórias“. Este episódio intensifica o debate sobre a fiscalização do uso de recursos públicos por parte de parlamentares.

O retorno de Frias e os próximos passos

Apesar da polêmica, Hugo Motta informou que Mário Frias já retornou ao Brasil e está reintegrado às suas atividades parlamentares. O presidente da Câmara revelou que, em conversa com Frias, buscou entender a data de seu retorno. “Já está está no amplo das suas atividades parlamentares, e prestará os esclarecimentos necessários, na minha avaliação, ao Supremo Tribunal Federal acerca dos assuntos que lhe estão sendo colocados“, afirmou Motta.

A expectativa agora é que Frias apresente sua versão dos fatos ao STF, detalhando os motivos da viagem não autorizada e rebatendo as acusações sobre as emendas. O caso segue em acompanhamento, e as decisões futuras do Supremo Tribunal Federal serão determinantes para os desdobramentos políticos e jurídicos envolvendo o deputado. Para mais detalhes sobre a determinação de Flávio Dino, clique aqui.

Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos no Instagram @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações!