Mulher denuncia perseguição por motorista desconhecido

Segundo Larissa, a perseguição começou logo após deixar o estacionamento do centro comercial e se estendeu por mais de dez quilômetros

A bacharel em Direito Larissa De Lucca, presidente de uma fundação de combate à violência doméstica e ativista da Comissão de Situação das Mulheres na ONU, relatou momentos de pânico ao ser perseguida por um motorista desconhecido enquanto retornava para casa à noite, após sair da academia, nas proximidades de um shopping na Região Metropolitana de Fortaleza.

Segundo Larissa, a perseguição começou logo após deixar o estacionamento do centro comercial e se estendeu por mais de dez quilômetros. Durante o trajeto, o condutor do outro veículo teria tentado provocar colisões laterais, freado bruscamente à frente do carro dela e feito ameaças verbais. Em determinado momento, o homem teria descido do carro e tentado retirá-la à força do veículo.

“Ele dizia absurdos, afirmava o que queria fazer comigo e me chamava por nomes ofensivos. Eu nunca tinha visto aquele homem antes”, relatou a vítima.

Larissa conseguiu retornar ao shopping e acionou a Polícia Militar. Testemunhas registraram a perseguição, mas a vítima afirma ter sido desacreditada por alguns seguranças, após o suspeito alegar que a seguia por ter sofrido uma batida de trânsito.

Mesmo após o episódio, Larissa relata que ainda se sente observada e teme novas investidas. De acordo com suas advogadas, imagens de câmeras de segurança do shopping e da região foram recolhidas e serão apresentadas às autoridades. “Vamos buscar responsabilização criminal e também indenizações por danos morais e materiais”, afirmou a advogada Clarissa Rebonatto.

O suspeito não atendeu às tentativas de contato da reportagem.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o caso está sob responsabilidade da Delegacia Metropolitana do Eusébio, e que a identificação e possível indiciamento do suspeito estão em fase de investigação.

Larissa espera que o inquérito seja aberto rapidamente e que a situação tenha respostas. “Quero entender por que ele fez isso e garantir que ele não possa repetir com outras pessoas”, afirmou.

FONTE: GCMAIS