“Nós não teremos cortes na Capes”, garante ministro da Educação

O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, afirmou ontem que não haverá corte nas bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A declaração foi dada durante participação no 2º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, em São Paulo. “Nós não teremos cortes na Capes para as bolsas e, se Deus quiser, não vamos ter cortes para a Educação.

Todo mundo que tem bolsa vai continuar recebendo”, garantiu. O Ministério da Educação (MEC) já havia negado, através de nota, a possibilidade de suspensão dos pagamentos.

A preocupação surgiu após o conselho da Capes emitir nota ao MEC alegando que não havia como manter as bolsas de pelo menos 200 mil pesquisadores a partir de agosto de 2019. O ofício citava informações internas que conselheiros teriam recebido sobre redução no orçamento previsto para o ano que vem.

 

Rossieli Soares, ministro da Educação, ressaltou que LDO ainda será enviada Alice Vergueiro/Jeduca/Divulgação
Rossieli Soares, ministro da Educação, ressaltou que LDO ainda será enviada Alice Vergueiro/Jeduca/Divulgação

Durante o Congresso, o ministro afirmou que ainda está sendo feita a discussão orçamentária para 2019 e que a pasta vai “brigar” para aumentar os investimentos para entregar o ministério para o novo governo mais “saudável” do que se encontra hoje. “Aquela não é carta da Capes, é do seu conselho, de uma discussão, de uma informação parcial que se chegou lá. E a discussão de orçamento da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) não foi nem sancionada nem votada. O orçamento só será enviado ao Congresso no fim de agosto. Não temos a definição de orçamento”, explicou.

 

Ainda no evento, especialistas criticaram a possibilidade de cortes no orçamento da manutenção dos pesquisadores. Manifestações já haviam sido feitas nos últimos dias contra o corte anunciado pelo conselho. O ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou que “no passado, por vezes, tinham sido contingenciados recursos, de modo que gestor ficava desesperado”, mas que era uma realidade distinta. “É uma coisa (o contingenciamento), mas que nem esteja previsto no orçamento é outra. Nem prever no orçamento é assustador”.

 

Especialista ligada à Fundação Getúlio Vargas, Cláudia Costin também criticou a possibilidade de prejuízo à pesquisa nas universidades. “Como vai cortar agora bolsas da Capes? Nós temos um problema sério de Educação. O que constrói desenvolvimento e crescimento sustentável é investimento e bem feito em Educação. E bolsas da Capes são nessa direção. Achei um absurdo, já houve um desmentido, mas eu quero ver o que vai acontecer na prática”.

A desconfiança de Costin é pautada em poucas garantias em relação aos novos pesquisadores que ainda irão ingressar nas pesquisas e que precisam das bolsas para se manter na pós-graduação.

*O jornalista viajou a convite do Todos Pela Educação

Jonas Deison

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