Odontologia da UFC une arte e ciência para combater a DTM em Sobral

Um projeto de extensão inovador desenvolvido pelo curso de Odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) está transformando a forma como a saúde pública aborda a disfunção temporomandibular (DTM). Ao integrar a literatura de cordel e as artes cênicas, a iniciativa busca popularizar o conhecimento científico e capacitar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre uma condição que afeta significativamente a qualidade de vida da população.

odontologia: cenário e impactos

A importância do diagnóstico e impacto na saúde

A DTM é uma condição que atinge a articulação responsável por conectar a mandíbula ao crânio, podendo causar dores intensas na face, limitações de movimento e ruídos articulares. Segundo a professora Hellíada Chaves, coordenadora do projeto, cerca de 1/3 da população mundial apresenta algum grau de disfunção, com maior incidência entre mulheres.

O impacto dessa condição na saúde pública é vasto, exigindo que profissionais da linha de frente estejam preparados para identificar os sintomas precocemente. A iniciativa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em DTM e Dor Orofacial (Nepdor) visa justamente preencher essa lacuna de conhecimento, tornando a informação acessível e culturalmente próxima da realidade nordestina.

Ciência e cultura como ferramentas de educação

A motivação para o projeto surgiu de um estudo epidemiológico realizado em 2019, que revelou um cenário preocupante: 73,4% dos Agentes Comunitários de Saúde desconheciam as DTMs. Além disso, 83,5% dos profissionais nunca haviam recebido orientações formais sobre o tema durante sua formação ou atuação profissional.

Para reverter esse quadro, a equipe criou o cordel intitulado DTM – a dor que a boca conta. A obra, que une a poesia de Hellíada Chaves e Paulo de Tarso Pardal a ilustrações da própria equipe, tornou-se um instrumento pedagógico eficaz, facilitando o diálogo entre a academia e os serviços de saúde pública em Sobral.

Alcance e expansão do projeto

O sucesso da metodologia, que já alcançou mais de 3.500 pessoas, reflete a eficácia da união entre arte e ciência. O material educativo, incluindo um vídeo de encenação, recebeu apoio da Sociedade Brasileira de DTM e Dor Orofacial (SBDOF) e passou a ser utilizado como ferramenta de ensino na graduação.

Com planos de continuidade para 2026, o Nepdor pretende ampliar as apresentações em unidades de saúde e campi universitários. Atualmente, o núcleo mantém uma atuação multidisciplinar, integrando estudantes de Fisioterapia, Psicologia e Medicina, com o objetivo de expandir as ações também para a capital cearense.

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