Outubro Rosa | Diagnóstico precoce do câncer de mama eleva para 97% a chance de cura

Exibindo DSCN6002.JPGA descoberta de um câncer de mama ainda no início pode garantir o restabelecimento completo das pacientes. A estimativa é de cura em 97% dos casos identificados quando o tumor tem até dois centímetros. Para levantar a questão e garantir que mais mulheres estejam atentas à causa, a Santa Casa de Misericórdia de Sobral está promovendo uma ação durante o mês de outubro com o tema “O outubro é rosa, mas a vida é cheia de cores”. A organização é do Grupo de Humanização e do Setor de Responsabilidade Social do hospital. A programação inclui conscientização, além de ações sociais como corte de cabelo, unhas e maquiagem. A expectativa é de que mais de 100 pacientes sejam beneficiados.

“Detecção precoce é fator de cura”, ressaltou o médico oncologista radioterapeuta da Santa Casa, João Evangelista da Ponte. Ele atua na área há 42 anos. De acordo com ele, o câncer de mama é a principal causa de morte na mulher. O diagnóstico precoce é possível com a visita frequente ao mastologista, com o exame de mamografia e também o autoexame de mama. “A importância da detecção precoce do câncer de mama é fundamental porque a oportunidade de cura de um paciente ocorre a partir de três fatores que se desenvolvem no mesmo instante. O primeiro fator é o tamanho do tumor (estadiamento), o segundo, o médico que vai tratá-lo deve ser um especialista em oncologia e o terceiro, a instituição na qual o médico trabalha deve dispor de estrutura moderna com equipamentos que melhor ofereçam qualidade no tratamento”, explicou.

O Outubro Rosa é um movimento mundial que começou na década de 1990 e visa chamar a atenção para a realidade do câncer de mama e alertar para o diagnóstico precoce. “O outubro rosa é o mês em que alertamos para a importância da mamografia e do autoexame para detectar câncer de mama, além da prevenção do câncer de colo de útero”, destacou a coordenadora do Grupo de Humanização da Santa Casa, Lindalva Araújo.

Ana Helena Vasconcelos, 57, descobriu o câncer de mama em uma consulta de rotina quando o tumor ainda estava em um estágio inicial. Ela começou a fazer quimioterapia apenas oito dias após o diagnóstico em março deste ano. “O susto é muito grande e a quimioterapia é dolorosa, mas agora eu entendo o que as pessoas com câncer sentem”, conta lembrando que há muitos anos faz um trabalho com pessoas que passam por quimioterapia como coordenadora da Responsabilidade Social da Santa Casa.

O diagnóstico precoce também salvou a vida de Francisca de Sousa Costa, fundadora e coordenadora do grupo Viva a Vida Sobral, entidade que apoia pacientes com câncer em toda a Região Norte do Estado. Ela descobriu um câncer de mama há 18 anos, tratou a doença e hoje tem uma vida normal. “Por me amar, estou viva”, destaca. Francisca lembra a importância do autoexame e das visitas periódicas ao médico. O grupo Viva a Vida também está em parceria com a Santa Casa para a promoção das ações do Outubro Rosa.

Diagnóstico e tratamento

O médico oncologista João Evangelista da Ponte ressaltou que não existe nenhum exame que possa prevenir o câncer de mama. Por isso, o ideal é a descoberta precoce. “Aconselhamos que a paciente procure um mastologista a partir dos 40 anos e de caso a caso pode ser antes ou depois para detecção precoce. Não temos um exame preventivo como no caso do câncer de colo de útero”, destacou.

O tratamento oncológico é multidisciplinar e na grande maioria dos casos envolve cirurgião, patologista, radioterapeuta, quimioterapeuta, nutricionista, psicólogo e enfermeiros. “Visando o tratamento holístico do paciente”, explicou. O tratamento de câncer de mama em geral é demorado. Após a cirurgia, há a possibilidade de radioterapia e quimioterapia, além de um tratamento hormonal.

“Quem vai determinar por onde iniciar o tratamento é estadiamento (tamanho do tumor). Quando é um câncer avançado com metástase, em geral começa com a quimioterapia para tratar sistentemente e depois o tratamento local. Medicina é uma ciência social e cada tratamento tem sua peculiaridade”, destacou o médico. Segundo ele, 80% dos portadores de câncer avançado passarão em algum momento pelo tratamento da radio ou quimioterapia.

Jonas Deison

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