O padre Antônio de Souza Carvalho, de 67 anos, conhecido como padre Toninho, foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão por estupro de vulnerável contra um coroinha em Penápolis (SP). A decisão é da 1ª Vara da comarca de Penápolis e foi assinada pelo juiz Vinicius Gonçalves Porto na última sexta-feira (22). O religioso poderá recorrer em liberdade.
De acordo com o processo, os abusos começaram em 2009, quando a vítima tinha 13 anos e atuava como coroinha na paróquia Sagrada Família, no bairro Eldorado. A sentença aponta que os episódios ocorreram pelo menos dez vezes ao longo de cinco anos, principalmente durante os trajetos de carro para celebrações na zona rural.
A denúncia foi feita apenas em 2023, após quase uma década do término dos abusos. Em depoimento, a vítima relatou que o padre acariciava suas pernas e partes íntimas, além de beijá-lo no pescoço. Durante o processo, o religioso negou as acusações, afirmando que seus gestos eram apenas “carinhos de comunidade”, com abraços e beijos no rosto.
A Diocese de Lins, à qual o padre é vinculado, informou que ele foi afastado do exercício do ministério desde que recebeu a denúncia. Em nota, afirmou que o caso foi comunicado ao Dicastério para a Doutrina da Fé, no Vaticano, que instaurou um processo penal administrativo, ainda em andamento.
O padre iniciou seu trabalho na paróquia Sagrada Família em 2001 e, em 2007, recebeu o título de cidadão penapolense. De 2014 a 2023, atuou como pároco na paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em Reginópolis, e depois foi transferido para Luziânia, no interior paulista.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) informou que não irá se manifestar sobre o caso. O Vaticano também foi procurado, mas não respondeu.
Fonte: Agenda do Poder