Polícia investiga quatro influenciadores por divulgação de jogos ilegais no Ceará
Quatro influenciadores digitais foram alvo de uma operação da Polícia Civil do Ceará realizada na manhã desta quinta-feira, 16 de julho. Batizada de Lavagem Digital, a ação apura a possível divulgação de plataformas clandestinas de apostas pela internet, incluindo jogos conhecidos popularmente como “Jogo do Tigrinho”. Nenhuma prisão foi efetuada durante o cumprimento das ordens judiciais.
Os investigados foram identificados pela polícia como Caroline Pereira Duarte, Anderson Manoel de Souza, Kauê Diogo Pereira Cavalcante e Jesus Kléberson Lourenço da Silva. Conforme a investigação, os quatro teriam utilizado perfis nas redes sociais para promover os jogos e estimular seguidores a realizarem apostas, apresentando supostas possibilidades de ganhos rápidos.
Além da exploração de jogos de azar, o inquérito apura possíveis crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e infrações contra a economia popular. A Polícia Civil suspeita que parte do dinheiro obtido por meio das atividades investigadas tenha sido empregada na compra de bens, principalmente imóveis, com o objetivo de esconder a origem dos valores.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Interior Sul. Durante o cumprimento das medidas, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais foram recolhidos nos endereços relacionados aos investigados. Os itens serão encaminhados para perícia e análise técnica.
A Justiça também autorizou o acesso aos dados armazenados nos equipamentos apreendidos e determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos alvos. Três imóveis tiveram a indisponibilidade decretada, impedindo possíveis negociações enquanto o caso permanece sob investigação.
Os perfis utilizados pelos investigados nas redes sociais deverão ser suspensos. Uma das influenciadoras também foi submetida ao monitoramento por tornozeleira eletrônica. Os outros três alvos foram submetidos aos mandados de busca e apreensão, mas permaneceram em liberdade.
Segundo a Polícia Civil, a análise do material recolhido deverá ajudar a rastrear a movimentação financeira, esclarecer a atuação individual de cada investigado e identificar outras pessoas que possam ter participado do suposto esquema. Novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço do inquérito.
Até a divulgação inicial da operação, as defesas dos influenciadores não haviam sido localizadas para comentar as suspeitas. Os citados são investigados e não foram condenados pelos crimes apurados.
Fonte: G1

