Policial Militar é investigado por integrar quadrilha acusada de fraudes bancárias no Ceará

Um soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) virou alvo da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) por suspeita de integrar uma quadrilha especializada em cometer fraudes bancárias no Ceará.

A CGD instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o policial militar (que não terá a identidade publicada porque não houve flagrante contra ele e ainda não há denúncia do Ministério Público do Ceará contra o mesmo), conforme portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da última segunda-feira (14).

O nome do PM surgiu em investigações da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro, da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), que remeteu os autos à CGD “noticiando a descoberta de indícios da participação, em infrações penais e administrativas, de servidor público estadual”.

O policial militar seria comparsa de Ricardo César Farias Araújo Filho, conhecido como ‘Rick Filho’, preso em flagrante em Itapipoca, na Região Norte do Ceará, no dia 29 de maio de 2020, na posse de cartões magnéticos de titularidades diversas, um documento de identidade em nome de terceiro (provavelmente falsificado, segundo a CGD) e certa quantidade em dinheiro.

Além de colaborar com as fraudes bancárias, o PM é suspeito de vender uma arma de fogo para a quadrilha, que teria sido subtraída pelo militar em uma abordagem policial que ele participava, conforme conversas extraídas do aparelho celular apreendido com ‘Rick Filho’.

Para a Controladoria, “a documentação apresentada reuniu indícios de materialidade e autoria, demonstrando, em tese, a ocorrência de conduta capitulada como infração disciplinar por parte do militar acima mencionado, passível de apuração a cargo deste Órgão de Controle Externo Disciplinar”.

DENÚNCIA POR ESTELIONATO E FALSIFICAÇÃO

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou Ricardo César Farias Araújo Filho pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público, em janeiro de 2021.

R$ 6,6 MIL foi o valor apreendido com ‘Rick Filho’, além de 7 cartões bancários, duas identidades falsas e maquinetas de cartões, segundo a denúncia do MPCE.

O suspeito acabou solto, no dia 30 de maio de 2020, por decisão do Plantão da Justiça Estadual, que determinou a aplicação de medidas cautelares como comparecimento mensal à Justiça; proibição de acessar ou frequentar lugares “com potencial a prática de delitos, tais como bares, prostíbulos, festas”; recolhimento domiciliar diário pelo período das 20 às 6h; e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

No processo criminal, a defesa de Ricardo César Farias Araújo Filho sustentou que “os fatos narrados na exordial do presente fascículo processual não ocorreram exatamente da forma como delineados. Assim, o denunciado contesta a peça acusatória trazendo a lume outros elementos que afastam a tipificação imputada pelo Ministério Público”. E acrescenta que “tentará provar a verdade no curso da instrução criminal, por todos os meios permitidos em direito”.

Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE

 

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