Policial militar é preso após mulher ser morta e outra ficar ferida em motel no Ceará
Um policial militar foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira, dia 16, suspeito de matar uma mulher e ferir outra a tiros dentro de um motel localizado no bairro Messejana, em Fortaleza. Uma das vítimas morreu ainda no estabelecimento. A segunda mulher foi socorrida para uma unidade hospitalar e, conforme informações divulgadas pela Polícia Militar do Ceará, não corre risco de morte.
De acordo com a corporação, o policial estava de folga no momento do ocorrido e encontrava-se afastado das atividades operacionais em razão de um Procedimento Administrativo Disciplinar. A natureza do processo que já estava em andamento contra o agente não foi detalhada.
Uma funcionária do motel relatou que o policial teria chegado primeiro ao estabelecimento durante a madrugada e permanecido no local aguardando a chegada das duas mulheres. Após o encontro, os três teriam iniciado uma discussão. Por volta das 2 horas, funcionários ouviram disparos vindos do interior do imóvel e acionaram as forças de segurança.
Quando as equipes policiais chegaram ao motel, encontraram uma mulher já sem vida e outra ferida. Segundo o relato da funcionária, a sobrevivente foi atingida no braço e em uma das mãos. Ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada para um hospital da capital cearense.
O suspeito recebeu voz de prisão ainda no local da ocorrência. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio consumado e tentativa de homicídio. Após a realização dos procedimentos legais, o policial foi encaminhado ao Presídio Militar, onde permanece à disposição da Justiça.
A Controladoria-Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário abriu um procedimento disciplinar para investigar o caso na esfera administrativa. Paralelamente, a Polícia Civil ficará responsável pela investigação criminal, que deverá apurar a motivação, a dinâmica dos disparos e a relação entre o suspeito e as vítimas.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que não compactua com condutas ilícitas praticadas por integrantes da corporação. A instituição informou ainda que adotará as medidas administrativas cabíveis, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Os nomes das vítimas e do policial preso não foram divulgados.
Fonte: G1

