Produção industrial cresce 1,8% em janeiro e registra maior alta desde junho de 2024
A produção industrial brasileira apresentou crescimento no início de 2026 após um período de retração no fim do ano passado. Em janeiro, o setor avançou 1,8% na comparação com dezembro de 2025, recuperando parte das perdas registradas nos últimos meses.
O resultado representa a maior alta mensal desde junho de 2024, quando a indústria havia registrado expansão de 4,4%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal.
Indústria interrompe sequência de quedas
Apesar da recuperação em janeiro, o crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior foi mais discreto. Na comparação com janeiro de 2025, a produção industrial teve avanço de 0,2%.
Mesmo assim, o desempenho interrompe uma sequência recente de retrações na atividade industrial. Nos três meses anteriores, o setor registrou quedas sucessivas de 0,1% em dezembro, 1,4% em novembro e 0,5% em outubro.
Com o avanço registrado no primeiro mês de 2026, o nível de produção da indústria passou a operar 1,8% acima do patamar observado antes da pandemia de Covid 19, em fevereiro de 2020.
Recuperação após queda no fim de 2025
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, o resultado positivo está relacionado à forte queda registrada em dezembro, considerada a mais intensa desde março de 2021.
De acordo com o pesquisador, além do menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, houve também maior frequência de férias coletivas nas fábricas naquele período.
Com o retorno das atividades produtivas no início do ano, parte dessa perda acabou sendo recuperada.
Juros altos ainda limitam crescimento
Apesar da recuperação observada em janeiro, especialistas apontam que fatores macroeconômicos ainda dificultam um avanço mais consistente da indústria.
Entre os principais obstáculos está a política monetária restritiva, marcada por juros elevados. Esse cenário tende a reduzir o acesso ao crédito e desacelerar investimentos produtivos.
Além disso, o crescimento registrado no início de 2026 ainda não foi suficiente para eliminar totalmente as perdas acumuladas no fim do ano passado. Entre setembro e dezembro de 2025, o setor industrial acumula saldo negativo de 0,8%.
Fonte: ANC

