Professor cearense conclui 17 cursos de licenciatura e bate recorde nacional
O que áreas tão diversas entre si como Geografia, Pedagogia, Teatro, Física e Religião podem proporcionar em comum? Para o cearense Solonildo Almeida da Silva, a resposta é simples: conhecimento.
Professor titular do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Fortaleza, ele conquistou um recorde nacional ao completar 17 graduações na modalidade de licenciatura, feito realizado entre 1996 — ano no qual entrou na primeira delas, Geografia, na Universidade Estadual do Ceará (Uece) — e 2026.
Além das licenciaturas, modalidade de nível superior voltada à formação de professores, o cearense também tem mestrado acadêmico em Políticas Públicas e Sociedade (Sociologia), pela Uece; doutorado acadêmico em Educação, pela Universidade Federal do Ceará (UFC); e outras pós-graduações e especializações.
“O que me motivou foi a vontade de compreender o ser humano de forma mais ampla: a parte social, pedagógica, filosófica. Cada nova licenciatura e pós-graduações abriam portas para ajudar melhor meus alunos, seja no Ensino Básico ou no Ensino Superior”, afirma ao Diário do Nordeste.
QUAIS LICENCIATURAS O CEARENSE CONCLUIU?
Artes;
Artes Visuais;
Artes Cênicas (Teatro);
Ciências Biológicas (Biologia);
Ciências Sociais (Sociologia);
Filosofia;
Física;
Química;
Matemática;
Geografia;
Pedagogia;
Educação Especial;
História;
Português-Inglês;
Português-Espanhol;
Português-Libras;
Ciências da Religião.
EDUCAÇÃO PARA “TRANSFORMAR VIDAS”
As licenciaturas foram realizadas, majoritariamente, na modalidade de ensino à distância. Presencialmente, o cearense cursou Geografia, Pedagogia e Artes Cênicas (Teatro). Todas ocorreram na Uece, UFC e no Centro Universitário Cidade Verde (Unicive).
Apesar da busca por registrar o recorde junto ao RankBrasil, empresa de certificação de recordes brasileiros, Sononildo ressalta que a principal motivação para essa trajetória é a crença “que estudar e ensinar é possível e necessário”.
“Estudar não é só pra ter diploma, acumular títulos. É pra transformar vidas. Quando vi que eu conseguia unir os conhecimentos e levar algo melhor pra sala de aula, virei uma chave. Virou propósito”, atesta.
Entre comentários positivos que o veem como “exemplo” e “inspiração” e outros negativos, que apontam “vaidade” e questionam “para quê tanto?”, o cearense afirma responder “com trabalho”. “Eu digo: não façam por diploma, façam por conhecimento. O resto é consequência”, aconselha.
Fonte: Diário do Nordeste

