Projeto em Mato Grosso quer autorização de pais para atividades com cabelo maluco em escolas
Uma das brincadeiras que mais ganharam destaque nas redes sociais e no ambiente pedagógico nos últimos anos pode passar a seguir regras rígidas. Conhecido por movimentar a criatividade de alunos e responsáveis, o evento do cabelo maluco virou pauta legislativa no Centro-Oeste do país.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL-MT) apresentou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso uma proposta que visa regulamentar a realização de dinâmicas recreativas em instituições públicas e privadas do estado. A intenção do parlamentar é assegurar aos pais o direito prévio de decisão sobre a participação das crianças.
Exigência de notificação prévia para famílias e escolas
De acordo com o texto contido no Projeto de Lei nº 1.164/2026, as unidades escolares que desejarem realizar atividades recreativas deverão emitir um comunicado aos responsáveis. O aviso precisa ser enviado com uma antecedência mínima de 5 dias letivos.
A medida prevê que a participação dos estudantes só aconteça após uma autorização expressa dada pela família. A iniciativa surge após relatos de pais que afirmaram não ter sido comunicados com antecedência sobre eventos que alteravam a rotina ou a aparência dos filhos no ambiente escolar.
Proteção ao estudante e veto a constrangimentos
Um dos pontos centrais da proposta legislativa estabelece garantias diretas aos alunos que não participarem das brincadeiras. A falta de autorização da família não poderá, sob nenhuma hipótese, acarretar penalidades morais ou acadêmicas.
O projeto veta expressamente que o estudante sem fantasia ou adereço seja submetido a situações de constrangimento, ridicularização ou discriminação. Além disso, fica proibido qualquer prejuízo no processo de aprendizagem, nas avaliações ou na permanência do jovem na instituição.
Abrangência do projeto nas unidades de ensino
A regulamentação proposta não se limita exclusivamente ao dia temático de penteados. A matéria abrange qualquer tipo de atividade recreativa que envolva a alteração da aparência visual dos estudantes da educação básica.
Isso inclui o uso de maquiagens, tintas capilares temporárias, adereços diversos e fantasias. O texto segue em tramitação para análise das comissões temáticas antes de ir a plenário.
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