Protestos e segurança reforçada mudam a cara do 7 de Setembro

Quase três meses após a onda de protestos que tomou as ruas do país, o Brasil celebra neste sábado o Dia da Independência com expectativa de novas manifestações em centenas de cidades, que devem marcar as comemorações oficiais do 7 de Setembro.
No Facebook, a convocação do grupo Anonymous para o autodenominado “maior protesto da história do Brasil” tinha mais de 400 mil confirmações para eventos em 149 cidades até sexta-feira, ainda que isso não necessariamente reflita o número de pessoas que estarão nas ruas.
Outros grupos, como o Grito dos Excluídos e o Movimento Brasil Contra a Corrupção, também convocaram protestos em quase todos os Estados.
O uso de máscaras também promete ser um dos pontos polêmicos durante as manifestações. Diferentes Estados criaram regras distintas sobre o assunto. No Distrito Federal, manifestantes mascarados que não quiserem se identificar serão detidos. Pernambuco também proibiu que os manifestantes cubram o rosto. Já em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin disse que não há orientação nenhuma à Polícia Militar para abordar pessoas com máscaras.
Participação popular
O clima maior de insatisfação deste ano deve engrossar protestos já tradicionais, como o do Grito dos Excluídos, movimento que desde 1995 realiza manifestações na semana de 7 de setembro.
“Esperamos um número muito maior de pessoas”, diz à BBC Brasil José Carlos Alves Pereira, membro da coordenação nacional da Pastoral dos Migrantes/Grito dos Excluídos Nacional. “Há um significado maior, (com reivindicações) por mais formas de participação popular.”
Alves Pereira, da Pastoral dos Migrantes, diz que há uma preocupação no movimento do Grito dos Excluídos para evitar que os protestos ganhem um caráter violento. “Nossa tradição é de reivindicar direitos sem violência. A orientação é de não entrar em conflitos, mas também não se misturar (a atos de violência).”
Jonas Deison (Sobral Online) com informações do Portal Terra