Réu por morte de cearense após queda do 10º andar esteve no velório e chorou abraçado ao caixão
O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, réu pela morte da cearense Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, participou do velório e do sepultamento da jovem no interior do Ceará poucos dias após a morte. Imagens registradas durante a despedida mostram Alex emocionado e abraçado ao caixão da companheira. Meses depois, ele se tornou réu no processo que apura a morte da mulher.
Maria Katiane morreu no dia 29 de novembro de 2025 após cair do 10º andar do prédio onde vivia com Alex, na Zona Sul de São Paulo. Inicialmente, o empresário apresentou a versão de que a companheira teria caído após uma discussão entre o casal. A investigação, no entanto, avançou depois que a Polícia Civil analisou imagens das câmeras de segurança do condomínio.
Câmeras registraram agressões antes da morte
Registros do circuito de segurança mostraram episódios de violência envolvendo o casal pouco antes da queda. Segundo a investigação, as imagens mostram Alex agredindo Maria Katiane e retirando a jovem à força do elevador. As gravações se tornaram um dos principais elementos utilizados pela polícia durante a apuração do caso.
Outras câmeras estavam instaladas dentro do apartamento, mas os arquivos referentes ao dia da morte apresentaram problemas e foram encaminhados para análise pericial. A polícia passou a investigar se os registros estavam corrompidos por uma falha técnica ou se houve alguma interferência no material.
Maria Katiane era natural de Crateús, no Ceará, e havia se mudado para São Paulo. Ela mantinha presença nas redes sociais e publicava conteúdos sobre sua rotina, viagens, beleza e outros momentos pessoais. A jovem também deixou uma filha, de um relacionamento anterior.
Empresário participou do velório no Ceará
Antes de ser preso e apontado formalmente como suspeito da morte, Alex viajou ao Ceará para acompanhar o velório de Maria Katiane. A cerimônia ocorreu no distrito de Realejo, em Crateús, no dia 1º de dezembro de 2025.
Durante a despedida, ele esteve ao lado dos familiares da jovem e participou das homenagens. Imagens divulgadas posteriormente mostram o empresário chorando enquanto permanecia abraçado ao caixão. Conforme informações da investigação divulgadas à época, ele permaneceu aproximadamente uma semana no Ceará antes de retornar para São Paulo.
Justiça revogou prisão em agosto
Alex chegou a ser preso em dezembro de 2025 e foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de feminicídio, tornando-se réu no processo. No dia 6 de agosto de 2026, a Justiça de São Paulo decidiu revogar a prisão, permitindo que o empresário responda ao processo em liberdade.
A decisão estabeleceu uma série de medidas. Entre elas, Alex não pode se ausentar da cidade por mais de oito dias, mudar de endereço sem comunicar à Justiça ou se aproximar de testemunhas relacionadas ao processo. Ele também deverá comparecer periodicamente em juízo e manter seus dados de contato atualizados. O Ministério Público recorreu da decisão que concedeu a liberdade ao réu.
A defesa sustenta uma versão diferente da apresentada pela acusação e nega que Alex tenha provocado a morte de Maria Katiane. O processo continua em andamento e ainda não há data definida para o julgamento.
Fonte: G1

