Sargento da PM é preso após agredir superior dentro de quartel no interior do Ceará

Um 3º sargento da Polícia Militar do Ceará foi preso após agredir um superior hierárquico dentro de um quartel da corporação no município de Icó, no interior do estado. O caso aconteceu na manhã do último sábado (16), nas dependências da 2ª Companhia do 34º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo informações do auto de prisão em flagrante, o subtenente Roberto Pereira Guedes estava deixando o local após encerrar o serviço quando foi surpreendido pelo sargento Francisco José Pio Júnior. A vítima teria sido atingida com socos no rosto e na região da boca, sofrendo ferimentos e sangramento.

Um policial que presenciou a agressão interveio imediatamente, recolheu a arma do sargento e efetuou a prisão em flagrante. O militar foi detido ainda dentro da unidade policial por agressão contra superior hierárquico.

De acordo com o relato da vítima, o desentendimento teria sido motivado por conflitos anteriores envolvendo mensagens enviadas pela esposa do sargento ao subtenente. Apesar da acusação, o militar preso optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório e não confirmou a versão apresentada.

Na audiência de custódia realizada neste domingo (17), a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão destacou a necessidade de preservar a hierarquia e a disciplina militar, além de garantir a ordem pública dentro da corporação.

Trechos da decisão judicial apontam que a conduta do sargento demonstrou agressividade e descontrole emocional, já que o ataque teria ocorrido de forma repentina, sem chance de reação por parte da vítima. O documento também cita que a liberdade imediata do militar poderia comprometer a credibilidade da disciplina militar perante os demais integrantes da tropa.

A Justiça ainda considerou o histórico de desavenças entre os envolvidos como um fator de preocupação, destacando a possibilidade de novos episódios de violência caso o suspeito fosse colocado em liberdade. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades militares e pela Justiça do Ceará.

Fonte: G1