Senado Federal aprova PEC dos Precatórios
O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (2) o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, dívidas do Governo Federal reconhecidas no Poder Judiciário. Foram 64 votos a favor e 13 contra. As informações são do O G
A PEC dos Precatórios abre caminho para o pagamento de R$ 400 do Auxílio Brasil, programa social que substitui a Bolsa Família, e libera no Orçamento R$ 106 bilhões para gastos extras.
No entanto, houve modificação no texto, que deverá voltar à Câmara dos Deputados. Parlamentares analisam a possibilidade de escolher apenas os pontos consensuais entre Senado e Câmara.
Roberto Rocha acrescentou que ainda não está claro se o Governo Federal terá como arcar com R$ 400 de Auxílio Brasil para essa quantidade de famílias, mas que não modificará esse tópico.
O senador e relator Fernando Bezerra (MDB-PE) fez uma série de concessões até a deliberação. Ele, que também é líder do Governo, acatou várias emendas, especialmente do MDB, PSD e PSDB.
Ao todo, o parlamentar apresentou seis versões do parecer até chegar a um entendimento entre os senadores de linhas políticas distintas.
Mesmo que a PEC tenha sido desidratada, a versão final do relatório mantém o ponto-chave dela: o adiamento de pagamentos dos precatórios e a revisão do cálculo do teto de gastos.
A principal alteração discutida entre os senadores nesta quinta-feira foi a redução do prazo de vigência do limite do Orçamento que serve para pagar as despesas. Dessa forma, o assunto terá que ser rediscutido mais uma vez em 2026, o que a equipe econômica não queria que acontecesse.
“Em vez de vigorar por todo o tempo do Novo Regime Fiscal, ou seja, até 2036, o sublimite para precatórios irá até 2026, dando tempo suficiente para o Poder Executivo melhor acompanhamento o processo de apuração e formação dos precatórios e seus riscos fiscais, mas sem criar um passivo de ainda mais difícil execução orçamentária”, explicou o relator Fernando Bezerra.
A mudança principal realizada pela Câmara dos Deputados foi a proibição da formação de fila para que as pessoas tenham acesso à transferência de renda.
Essa alteração oficializa a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o pagamento da renda básica aos brasileiros que se enquadrem nos critérios oficiais de pobreza.
As linhas de renda que caracterizam pobreza e pobreza extrema, no que se refere ao decreto do Governo Federal que regulamentou o Auxílio Brasil, também foram modificadas pelos deputados federais.
Os valores da linha de extrema pobreza foram mudados em decreto pelo Governo Federal, passando de R$ 89 para R$ 100 per capita, e a de pobreza, de R$ 178 para R$ 200.
A Câmara dos Deputados elevou esses quantitativos, que são agora de R$ 105 para extrema pobreza e de R$ 210 para pobreza, o que deve fazer o número de beneficiários aumentar.
Fonte: Diário do Nordeste

