SindiUVA e DCE recebem convite da reitoria para repasse de informações

Nesta quarta-feira (7 de outubro), em reação às reivindicações feitas pelo SindiUVA durante reunião com representantes do governo do estado, no último dia 1 de outubro, a vice-reitora da UVA, Izabelle Mont’Alverne, convidou representantes do SindiUVA e do Diretório Central dos Estudantes – DCE-UVA para informar sobre as ações desenvolvidas pela gestão em relação à estruturação para que a universidade possa iniciar as atividades remotas.

Segundo a vice-reitora, a gestão tem dificuldades de repassar as informações sobre o planejamento para o retorno das atividades remotamente porque são muitas reuniões, inclusive com o governo, o que demanda muito tempo. Informou também que a UVA ainda não reiniciou remotamente porque precisava confirmar a liberação de certa quantidade de servidores para atuarem presencialmente na universidade.

A vice-reitora enfatizou que a gestão não sabe se todos os alunos serão contemplados com as atividades remotas, pois, segundo ela, trata-se de uma realidade que não permite ter esse dado.

A professora seguiu listando algumas ações para a preparação da retomada das atividades na universidade:

–   Testes de COVID-19 com a prefeitura de Sobral, que serão aplicados em duas semanas, provavelmente a partir da próxima;

–   A reitoria teve reunião com a Prograd para avaliar as críticas dos professores e colegiados ao Plano Pedagógico Emergencial;

–   Previsão de agendamento de reunião do CEPE para a próxima semana, após a rediscussão do Plano Pedagógico Emergencial com os coordenadores de curso;

–   A gestão deverá se concentrar no planejamento e na retomada remota das atividades letivas apenas para o semestre 2020.1.

 

Comunicação

De acordo com a pró-reitora de planejamento, Kaliny Lima, há bastante dificuldade para que haja um fluxo contínuo de informações, pois a gestão trabalha com uma equipe muito técnica e as ações acontecem de forma bastante dinâmica, como o ocorrido em relação à compra de tablets, que aparentemente já estava acertada, mas, por uma questão burocrática, foi barrada. Segundo ela, por haver anteriormente uma ata da Seplag para a compra desses equipamentos, a nova aquisição só poderá ocorrer depois desta primeira, e a entrega, desse modo, só seria para a primeira semana de dezembro, e como o preço dos equipamentos varia de acordo com a cotação do dólar, a gestão precisa ficar renovando as propostas enquanto não sai a licitação.

Kaliny Lima informou ainda que estão cotando webcams e mesas digitalizadoras, e, segundo ela, até agora, não houve impedimentos legais para esse procedimento. Esses equipamentos são apenas para os 5 laboratórios que estariam em preparação para o início das atividades remotas. A professora Kaliny disse que, se houver uma demanda alta, serão abertos mais 5 laboratórios. Segundo ela, haverá um profissional em cada laboratório para tirar dúvidas relacionadas aos equipamentos e ao sistema acadêmico, Google meet etc.

Quanto aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), conforme a professora Kaliny, a reitoria vai disponibilizar álcool gel nas bancadas e cumprir protocolo de higienização antes dos horários agendados. Falou que serão disponibilizados tapetes sanitizantes, totens de álcool gel, medidor de temperatura na entrada (com um funcionário), e que foram adquiridos água sanitária, sabão e demais materiais de limpeza, além de EPIs para estágios do curso de Enfermagem. Disse também que foram contratados serviços gráficos de sensibilização e orientação.

Para a pró-reitora, com tantas mudanças ocorrendo em tão pouco tempo, semanalmente o planejamento dos recursos e estratégias é impactado, o que acaba impedindo uma comunicação mais efetiva das ações.

A gestão disse pretender iniciar o trabalho administrativo no fim de outubro, com a permissão do governo para voltar às atividades acadêmicas práticas (de concludentes ou não). Kaliny afirmou que os gestores da UVA estão fazendo o lançamento das necessidades de estrutura para essas práticas e que estão sendo corajosos, pois estão comprando e criando a dívida da compra, mesmo antes da autorização da liberação do recurso, pois já houve uma orientação da Seplag, em agosto deste ano, para fazer o redimensionamento do custeio da instituição para os últimos 6 meses do ano, custeio esse que é liberado mensalmente.

A responsável pela Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) finalizou afirmando que ainda não há uma data para o início das atividades remotas, mas que há a pretensão de iniciá-las na última semana deste mês.

Demandas

“Parabenizamos e reconhecemos o empenho da gestão em garantir as condições básicas para o início das atividades remotas e as dificuldades que as atuais circunstâncias da pandemia impõem a todos. Por isso, sempre nos colocamos à disposição para contribuir com o que pudermos, mas para isso, precisamos ser incluídos e, no mínimo, informados sobre as iniciativas tomadas pela gestão”, avalia o presidente do SindiUVA, Marcel Cunha.

O professor Marcel Cunha aproveitou a oportunidade para questionar os representantes da reitoria sobre qual o plano de comunicação com os alunos que não têm acesso à internet, sobre a Estatuinte e os processos de estabilidade e progressões que estão represados. “Precisamos de apoio da gestão para que, juntos, possamos ter mais poder de pressão sobre o governo do estado”, afirmou o presidente. A vice-reitora concordou com as pautas apresentadas pelo SINDIUVA, porém, colocou que apenas com o reinício das atividades será possível haver um alinhamento com o sindicato para levar estas pautas ao governo do estado.

Sobre as dificuldades de comunicação da gestão, o vice-presidente Joannes Forte enfatiza que não se trata de relatar os mínimos detalhes do que se passa na reitoria, mas repassar de forma transparente as informações importantes, de interesse da comunidade acadêmica. “Não é necessário que cada mudança burocrática seja informada, mas que os atos efetivados, ou mesmo as ações que a reitoria não conseguiu levar adiante por algum problema, mas que são importantes para estudantes e docentes, sejam comunicados periodicamente. Afinal, a publicidade é um dos princípios constitucionais da administração pública, juntamente com a legalidade, a impessoalidade, a moralidade e a eficiência”.

De acordo com Joannes Forte, o SindiUVA seguirá provocando a reitoria para que, com a contribuição de todos, o retorno das atividades seja feito de forma democrática, inclusiva e segura. “Seguiremos nos colocando à disposição e iremos requerer nova reunião com a reitoria para que possamos discutir as pautas de interesse de docentes e estudantes”, concluiu.

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