Governo federal celebra o fim da taxa das blusinhas em compras internacionais

O governo federal utilizou suas redes sociais para celebrar, na última terça-feira (12.mai.2026), o fim da chamada “taxa das blusinhas”. A medida provisória que zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a comemoração do Planalto teve um tom marcadamente eleitoral, destacando o alívio para o bolso do consumidor.

A decisão, que impacta diretamente milhões de brasileiros que realizam compras em plataformas digitais estrangeiras, foi recebida com entusiasmo pelo governo, que a apresentou como uma vitória para o “povo brasileiro”. A movimentação ocorre após um período de intensa discussão e desgaste político gerado pela própria cobrança do imposto.

O Fim da Taxa das Blusinhas e a Celebração Oficial nas Redes

Logo após a assinatura da medida provisória que determinou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, as contas oficiais do governo e do presidente Lula no Instagram e no X (antigo Twitter) foram inundadas com mensagens de celebração. “A-CA-BOU a taxa das blusinhas! Compras internacionais até 50 dólares não são mais tributadas pelo governo do Brasil. O imposto de importação acabou. O governo do Brasil tá do lado do povo brasileiro”, dizia uma das publicações, em tom efusivo.

A comunicação governamental buscou enfatizar que a isenção do imposto federal representa um benefício direto para o consumidor, especialmente aqueles que buscam produtos mais acessíveis em sites como Shein, Shopee e AliExpress. A estratégia de comunicação visou reforçar a imagem de um governo atento às demandas populares e à economia doméstica.

Histórico da Cobrança e o Desgaste Político Gerado

Curiosamente, a “taxa das blusinhas” foi instituída pelo próprio governo federal, começando a ser cobrada em agosto de 2024, após a sanção do presidente Lula. Durante seu período de vigência, a arrecadação foi expressiva, atingindo a marca de R$ 5 bilhões em 2025, conforme dados da Receita Federal. Nos primeiros quatro meses de 2026, o governo já havia arrecadado R$ 1,7 bilhão com as encomendas internacionais.

A cobrança, no entanto, gerou considerável desgaste político para a administração, especialmente nas redes sociais. Consumidores e influenciadores digitais expressaram insatisfação com o aumento dos preços de produtos importados, transformando a “taxa das blusinhas” em um símbolo de encarecimento das compras online e gerando debates acalorados sobre a política tributária.

O Que Muda e O Que Permanece para o Consumidor

Apesar do fim do imposto federal de importação para compras de até US$ 50, é crucial que os consumidores estejam cientes de que a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estadual sobre essas importações continuará em vigor. Este imposto, de competência dos estados, segue as regras já estabelecidas para o comércio eletrônico internacional, o que significa que as compras ainda podem ter um custo adicional.

O governo federal justificou a decisão de zerar o imposto de importação argumentando que a medida foi possível após a ampliação da regulamentação do setor e um combate mais eficaz ao contrabando nos últimos anos. Segundo as autoridades, essas ações teriam criado um ambiente mais justo para o comércio, permitindo a revisão da política tributária sem comprometer a fiscalização.

Reações e Justificativas de Autoridades Governamentais

O presidente Lula reforçou a mensagem em seu perfil no X: “O governo do Brasil zerou os impostos federais para compras internacionais até 50 dólares. O imposto de importação acabou. O governo do Brasil está do lado do povo brasileiro”. A publicação foi acompanhada de um vídeo onde Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou que “o contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado”, endossando a justificativa governamental para a mudança.

Em outro vídeo divulgado pelo governo no X, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, elogiou a decisão presidencial. “O que o senhor está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres. Então, o senhor está melhorando o perfil da nossa tributação. (…) Parabéns ao senhor por essa medida”, declarou Moretti, destacando o impacto social da isenção e a melhoria na distribuição da carga tributária.

O Ministério da Casa Civil também utilizou suas redes sociais para comemorar a medida, alinhando-se à narrativa de benefício ao cidadão. A união das vozes governamentais nas plataformas digitais sublinha a importância política atribuída ao fim da cobrança e a intenção de reverter o desgaste anterior.

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