Tenente preso por matar PM continuará recebendo aposentadoria mesmo se for expulso
A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou nesta quinta-feira (2) que, mesmo que ele seja expulso e perca a patente, o militar ainda continuará recebendo sua aposentadoria.
A informação foi confirmada pela CNN Brasil após a publicação, também nesta quinta-feira (2), da portaria de inatividade pela Polícia Militar de São Paulo, transferindo o tenente-coronel para a reserva.
Tenente-coronel réu por feminicídio receberá aposentadoria integral
De acordo com a portaria da Diretoria de Pessoal da corporação, Geraldo Neto tem direito a se aposentar pelos critérios proporcionais de idade, mantendo vencimentos integrais. Com isso, o salário de aposentado de Geraldo Leite Rosa Neto deve ser em torno de R$ 20 mil, mesmo após o pedido de transferência para a reserva feito pelo próprio militar.
Relembre o caso do tenente-coronel preso por matar esposa PM
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratado como suicídio, o caso evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, após denúncia do Ministério Público por feminicídio e fraude processual.
A mudança na investigação foi motivada pela análise de laudos periciais, depoimentos e evidências extraídas de dispositivos eletrônicos. O relatório da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo apontam para indícios de manipulação da cena do crime, contradições do tenente-coronel e sinais de violência anterior à morte de Gisele.
O exame necroscópico confirmou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em trajetória incompatível com um tiro autoinfligido, afastando a hipótese de suicídio.
(Foto: reprodução)

