Corpos de quatro trabalhadores baianos são encontrados mortos na Paraíba após carro abandonado levantar suspeitas
A polícia localizou os corpos de quatro trabalhadores da Bahia em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, na Paraíba, após um carro abandonado com forte odor levantar suspeitas na sexta-feira. Os homens estavam desaparecidos desde a terça-feira e haviam se mudado para o estado há cerca de dois meses para trabalhar na construção civil.
Moradores da região estranharam o veículo parado em uma área de granja e acionaram a Polícia Militar. O carro apresentava sinais de sujeira e cheiro intenso, o que chamou a atenção das autoridades. A partir da ocorrência, equipes iniciaram buscas nas proximidades e encontraram os corpos perto do local.
Os quatro homens foram identificados como Cleibson Jaques, de 31 anos, e Lucas Bispo, ambos de Campo Formoso; Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23 anos, de Morro do Chapéu, cidades do interior da Bahia. Eles estavam hospedados em uma casa de apoio em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, onde permaneciam havia cerca de 15 dias.
Segundo a perícia, há indícios de que o veículo foi usado para transportar as vítimas. A Polícia Civil informou que o carro havia sido roubado e foi abandonado após ficar sem combustível. As vítimas apresentavam sinais de violência e três delas estavam com as mãos amarradas para trás, indicando possíveis execuções.
O desaparecimento dos trabalhadores foi percebido por um motorista responsável por buscar a equipe, que ao chegar à residência encontrou o local revirado e sem sinais dos homens. A perícia aponta que as vítimas foram mortas há cerca de dois dias, por disparos de arma de fogo. Devido ao avançado estado de decomposição, os corpos não puderam ser reconhecidos visualmente e a identificação foi confirmada por exames cadavéricos.
A Polícia Civil está investigando o caso para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis. A comunidade local está chocada com a violência dos acontecimentos e aguarda por respostas das autoridades.
(Foto: reprodução)

