Poeira do deserto do Saara chega ao Brasil e afeta Norte e Nordeste; entenda

A poeira do deserto do Saara voltou a alcançar o Brasil nesta semana e já afeta estados das regiões Norte e Nordeste, segundo a meteorologia. O fenômeno, observado desde segunda-feira (23), ocorre quando partículas do Deserto do Saara são transportadas pelos ventos alísios até a América do Sul. A previsão indica que a concentração deve aumentar na sexta-feira (27), especialmente no Nordeste, antes de perder força ao longo do fim de semana.

De acordo com especialistas, a massa de ar carregada de poeira deixa o céu mais turvo e eleva os níveis de partículas suspensas na atmosfera. Além do Brasil, áreas da América Central e do Caribe também devem registrar efeitos nos próximos dias.

O Saara é considerado o maior deserto quente do planeta e a principal fonte de poeira mineral do mundo. As partículas, extremamente finas, atravessam o Oceano Atlântico impulsionadas por correntes de ar em altitude.

Poeira do deserto do Saara chega ao Brasil
Esse tipo de transporte atmosférico é monitorado quase todos os anos por equipamentos instalados na Amazônia. Embora reduza a qualidade do ar, a poeira também exerce papel ambiental relevante, pois carrega minerais como fósforo e ferro, que contribuem para a fertilização do solo e da vegetação.

Por outro lado, o tamanho reduzido das partículas — cerca de 2,5 micrômetros — facilita a inalação. Elas podem penetrar profundamente nos pulmões e até alcançar a corrente sanguínea. Além disso, interferem na formação de nuvens e alteram temporariamente as condições atmosféricas.

Impactos na saúde
Autoridades de saúde alertam para possíveis irritações nos olhos e nas vias respiratórias durante o período de maior concentração. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma, rinite e alergias, formam o principal grupo de risco.

Por isso, especialistas recomendam evitar atividades ao ar livre nos dias mais críticos, principalmente enquanto os índices de partículas permanecerem elevados. A tendência, no entanto, é de dissipação gradual após sexta-feira (27), com melhora progressiva da qualidade do ar.

Fonte: GC+