Banco Central da Colômbia aumenta taxa de juros para 11,25% ao ano
O Banco da República da Colômbia, conhecido como Banrep, decidiu aumentar a taxa básica de juros em 100 pontos-base, passando de 10,25% para 11,25% ao ano. A decisão foi motivada principalmente pelo aumento da inflação subjacente e das expectativas inflacionárias, em meio aos acontecimentos relacionados à guerra no Irã.
Na reunião, quatro diretores votaram a favor do aumento de 100 pontos-base, enquanto dois propuseram um corte de 50 pontos-base e um optou por manter os juros inalterados. A inflação ampla apresentou aceleração em fevereiro, atingindo 5,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrava 5,1%. Já a inflação básica, que exclui alimentos e preços regulados, subiu para 5,5% em fevereiro, indicando pressões mais persistentes.
As expectativas de inflação permanecem elevadas, com um leve declínio, conforme aponta o comunicado. As projeções dos analistas indicam uma mediana de 6,3% para o final de 2026 e 4,8% para o final de 2027. As expectativas implícitas nos mercados de dívida também apresentaram uma pequena queda, mas ainda estão acima de 7% no horizonte de dois anos.
Em relação à atividade econômica, os indicadores do quarto trimestre de 2025 sugerem um aumento de 2,2% no PIB. A equipe técnica do Banrep estima um crescimento de 2,6% em 2025, revisando para baixo a previsão anterior de 2,9%. O Banco Central destaca a guerra no Irã como um fator desestabilizador do comércio mundial, que afeta a economia da Colômbia ao pressionar os preços internos de produtos como gás e fertilizantes.
A decisão tem como objetivo fazer com que a inflação retome uma trajetória decrescente, e os próximos passos dependerão das novas informações disponíveis. Segundo a Bloomberg, o ministro da Fazenda da Colômbia, German Avila, deixou a reunião do BC rapidamente, afirmando que o governo abandonaria o conselho se certas condições não fossem atendidas. No mercado cambial, o dólar subiu para 3.683,2 pesos colombianos às 16h (horário de Brasília).
Com a alta no preço do petróleo, o governo está em alerta para evitar possíveis impactos na economia brasileira.
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