Oncoclínicas registra prejuízo de R$ 3,67 bi e diretores alertam sobre incertezas operacionais
A Oncoclínicas encerrou o ano de 2025 com um prejuízo de R$ 3,67 bilhões, um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Os dados divulgados mostram que a rede de clínicas oncológicas enfrenta uma situação delicada, com comprometimento de caixa e dívidas em alta. O capital circulante da empresa está negativo em R$ 2,31 bilhões.
Crise na Oncoclínicas
A maior parte das dívidas, no valor de R$ 3,2 bilhões, são oriundas de empréstimos e financiamentos. Os débitos com fornecedores, totalizando R$ 1,10 bilhão, refletem os efeitos da crise da empresa, resultando em adiamentos de tratamentos para os pacientes.
Análise dos diretores
Os diretores da Oncoclínicas admitiram a incerteza sobre a continuidade das operações da empresa, atribuindo a situação a perdas financeiras significativas. O aumento do endividamento e as condições econômicas adversas são apontados como principais fatores para o cenário atual.
Diante desses desafios, a empresa avalia possíveis aportes de capital e medidas para proteger-se temporariamente da pressão dos credores. Parcerias estratégicas estão em discussão, como a criação de uma nova empresa de oncologia em conjunto com a Porto Seguro.
A negociação envolve também a possibilidade de emissão de debêntures conversíveis em ações, visando reestruturar parte da dívida da Oncoclínicas. Outras propostas de aporte, como a do Mak Capital Fundo, estão condicionadas a medidas específicas, como a destituição de membros do conselho.
O desfecho dessas negociações será determinante para o futuro da Oncoclínicas e para a continuidade do atendimento aos pacientes que dependem dos serviços da rede.
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