Mariângela Hungria: a cientista brasileira entre os 100 mais influentes do mundo

A renomada revista norte-americana Time revelou recentemente a lista das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2026. Entre os selecionados está a cientista brasileira Mariângela Hungria, especialista em microbiologia do solo e referência internacional em sua área de atuação.

Com décadas de experiência no desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura, Mariângela Hungria, que integra a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), é reconhecida por seus estudos sobre o uso de microrganismos como alternativa aos fertilizantes sintéticos.

Os fertilizantes químicos, amplamente utilizados na agricultura há mais de um século, desempenham um papel essencial na produtividade global. No entanto, seu uso excessivo pode gerar impactos ambientais negativos, como a contaminação de corpos d’água e a emissão de gases de efeito estufa.

Contribuição para a agricultura sustentável

Os estudos realizados por Mariângela Hungria têm impulsionado alternativas baseadas em processos naturais. Seu foco está no desenvolvimento de bactérias que possibilitam às plantas fixar nitrogênio diretamente do ar, reduzindo a dependência de insumos químicos. No Brasil, essa tecnologia já é amplamente adotada, principalmente na produção de soja.

Além dos benefícios ambientais, a implementação dessas soluções tem impactos econômicos significativos. Estima-se que os produtores brasileiros possam economizar cerca de US$ 25 bilhões anualmente, além de reduzir a emissão de aproximadamente 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

Reconhecimento internacional

Mariângela Hungria foi laureada com o Prêmio Mundial da Alimentação em 2025, uma das mais prestigiadas distinções globais na área de segurança alimentar e agricultura. Suas pesquisas têm sido adotadas em diversos países, ampliando o impacto das tecnologias biológicas no setor agrícola.

Em uma recente entrevista à CNN, a cientista destacou a importância da agricultura regenerativa e como os agricultores estão buscando maneiras mais sustentáveis de produzir. Mariângela Hungria acredita que o Brasil tem potencial para se tornar um líder global nesse campo.

(Foto: reprodução)