GO: amigos de professor morto em Buenos Aires cobram investigação
A comunidade goiana e o meio acadêmico estão em luto e em busca de respostas após a trágica morte do professor Danilo Neves Pereira, de 35 anos, em Buenos Aires, Argentina. Desaparecido desde 14 de abril, o corpo de Danilo foi encontrado sem vida no Hospital Ramos Mejía, gerando uma onda de questionamentos e pedidos por uma investigação aprofundada por parte de amigos e familiares, que desconfiam da versão oficial apresentada pelas autoridades argentinas.
Desaparecimento e o encontro em Buenos Aires
Danilo Neves Pereira, que se mudou para a capital argentina para concluir sua tese de doutorado, havia saído para um encontro marcado por aplicativo no dia 14 de abril. Na ocasião, o professor enviou sua localização, indicando que estava em uma área turística e central de Buenos Aires, próxima à Embaixada de Israel e ao tradicional Café Tortoni, uma região conhecida por ser monitorada por câmeras de segurança. Segundo a polícia, Danilo teria morrido em 15 de abril, um dia após o encontro, mas só foi identificado em 20 de abril.
Controvérsia sobre a causa da morte e o clamor por justiça
A versão oficial da polícia argentina aponta que a morte de Danilo se deu por descompensação psicotrópica, atribuída ao uso de cocaína. No entanto, essa explicação é veementemente contestada por amigos e familiares. Nas redes sociais, muitos expressaram choque e descrença, afirmando que Danilo era uma pessoa extremamente responsável, que raramente fazia uso de álcool, e que a ideia de overdose não fazia sentido com seu perfil. “Isso foi assassinato. Eu conhecia o Danilo e ele mal fazia uso de álcool”, declarou um amigo, enquanto outro ressaltou: “Essa morte não faz o menor sentido. O Danilo merece justiça”. Um amigo, Anderson Zanni, chegou a afirmar em vídeo que o homem que esteve com o professor, identificado como Ulysses, foi preso após deixá-lo no hospital. Contudo, Zanni também mencionou que Danilo tinha instabilidades psicológicas e não estava medicado, o que poderia ter contribuído para sua vulnerabilidade.
A vida e o legado de Danilo Neves Pereira
Além de sua dedicação acadêmica, Danilo Neves Pereira era uma figura multifacetada e querida por muitos. Ele foi professor de inglês no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG) por 12 anos, onde era reconhecido por sua seriedade e a forma respeitosa de conduzir seu trabalho. Em sua jornada acadêmica, Danilo cursou graduação e mestrado na UFG e era doutorando em linguística aplicada em uma universidade federal no Rio de Janeiro. Fora da academia, Danilo também era artista e dava vida à icônica drag queen “Zelda, The Queen“, utilizando a arte para fazer política e explorar a cultura brasileira. Em 2025, ele lançou o livro “Dividir-me-ei em três e outros contos”. O Centro de Línguas da UFG e o Coletivo Drags Goiás publicaram notas de pesar, homenageando o professor e artista.
Ações e demandas por esclarecimento
Diante das inconsistências e da dor da perda, familiares e amigos de Danilo intensificam a pressão por uma investigação mais rigorosa. Eles questionam a verdadeira identidade do homem com quem Danilo se encontrou, sugerindo que “Ulysses” possa ser um nome falso. As demandas incluem o rastreamento do celular do professor e a análise minuciosa das imagens das câmeras de segurança da região onde ele esteve. O Itamaraty informou que o Consulado do Brasil em Buenos Aires foi acionado e está prestando a devida assistência consular, orientando amigos e familiares no contato com as autoridades locais, embora não tenha competência para iniciar ou acompanhar investigações. A busca por respostas e justiça para Danilo Neves Pereira continua mobilizando a comunidade. Para mais detalhes sobre o caso, você pode consultar fontes confiáveis como a Agência Brasil.
Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos para ficar por dentro das últimas informações: @SobralOnline.

