Contratar um seguro viagem parece simples, mas o erro mais comum entre os viajantes é comparar apenas o valor da cotação e ignorar o que realmente importa: a combinação entre limite de cobertura, franquia, forma de atendimento e regras de reembolso. Em 2026, com câmbio e custos médicos em alta, essa escolha pode fazer toda a diferença em uma emergência no exterior.
A análise de um bom seguro viagem passa por cinco critérios principais. A cobertura médica internacional é o fator mais importante e responde pela maior parte do peso na avaliação, seguida pela franquia, pelo modelo de atendimento, pelas exclusões e carências e, por último, pelo preço final.
Outro ponto que passa despercebido por muitos viajantes é a forma como o limite de cobertura funciona se é por evento, por viagem ou de forma agregada. Essa diferença muda completamente a utilidade da apólice após o primeiro atendimento.
Entre os planos analisados para 2026, quatro se destacam para perfis e destinos diferentes:
O GTA 75 Euromax é apontado como o melhor no geral, com cobertura médica de US$ 75.000, assistência 24 horas e perfil versátil para múltiplos destinos. Sua principal vantagem está no equilíbrio entre teto de cobertura alto e preço ainda competitivo, com estimativa de R$ 180 a R$ 320 para sete dias.
Para quem vai à Europa, o Assist Card AC 35 Europa é a indicação, com cobertura de € 35.000 em despesas médicas acima do mínimo de € 30.000 exigido para o Espaço Schengen. É uma opção mais enxuta para roteiros concentrados na Europa Ocidental, com estimativa de R$ 140 a R$ 240 para sete dias.
Já para os Estados Unidos e destinos com alto custo médico, o Intermac I60 USA se destaca com cobertura de US$ 60.000, mais adequada à realidade do sistema de saúde privado norte-americano, onde uma única internação pode consumir rapidamente o limite de planos mais básicos. A estimativa para sete dias fica entre R$ 260 e R$ 480.
Para quem busca o melhor custo-benefício, o Coris 60 Mundo oferece cobertura intermediária de € 60.000 com preço competitivo, sendo uma boa escolha para viagens de lazer onde o plano básico já parece insuficiente mas o topo de mercado está fora do orçamento.
A franquia é um dos pontos que mais impacta o bolso do viajante na prática. Planos com franquia alta custam menos na contratação, mas exigem que o viajante arque com parte do custo no momento do sinistro. Já a franquia zero aumenta o valor diário, mas elimina surpresas no caixa durante a viagem.
Para famílias e intercambistas, a franquia zero com atendimento direto tende a ser a escolha mais segura. Para mochileiros com reserva financeira, a franquia alta pode fazer sentido desde que o viajante esteja preparado para um desembolso imediato em caso de emergência.
O modelo de atendimento também muda muito a experiência em uma emergência. No atendimento direto, a seguradora aciona a rede credenciada e o viajante evita pagar do próprio bolso em dólar ou euro. No reembolso, há mais flexibilidade, mas o viajante precisa guardar todos os comprovantes e aguardar a análise posterior.
Para destinos caros como EUA e Canadá, o atendimento direto é especialmente recomendado. Em uma emergência, ter de antecipar uma conta hospitalar em moeda estrangeira pode comprometer seriamente as finanças da viagem.
Antes de fechar qualquer plano, os especialistas recomendam sempre comparar com o mesmo perfil, as mesmas datas e o mesmo destino em pelo menos três cotações diferentes. Também é essencial ler as Condições Gerais do bilhete, verificar se a seguradora está autorizada a operar no Brasil pela SUSEP e checar exclusões, sublimites e regras de atendimento.
Preço baixo não significa proteção real. O melhor seguro-viagem é aquele que fecha a conta entre franquia, cobertura, atendimento e exclusões e que esteja disponível quando você mais precisar.

