Senadores pedem suspeição de Nunes Marques em processo sobre CPI do Banco Master
Conflito de interesses na relatoria da CPI do Banco Master
Em um movimento que promete agitar os bastidores de Brasília, os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) anunciaram, na quinta-feira (7.mai.2026), a apresentação de um pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida visa retirar o magistrado da relatoria do mandado de segurança que discute a instalação da CPI do Banco Master.
O parlamentar sergipano justificou a ação alegando a existência de uma “relação íntima e notória” entre o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar piauiense tornou-se, na mesma data, alvo oficial de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que apura supostas vantagens econômicas recebidas em troca de atuação política favorável ao banco.
A conexão com as investigações da Polícia Federal
O cenário ganhou contornos mais graves com o desdobramento da 5ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. As autoridades investigam o envolvimento de figuras políticas em um esquema de favorecimento ao Banco Master, instituição que está no centro das atenções do Congresso Nacional.
Para os senadores autores do pedido, a proximidade pessoal entre o relator do caso no STF e um dos investigados compromete a imparcialidade necessária para o julgamento da causa. O objetivo central da petição é garantir que o mandado de segurança seja redistribuído para outro ministro da Corte, assegurando a lisura do processo.
O impasse sobre a instalação da comissão
A disputa jurídica teve início após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ignorar os requerimentos formais para a abertura da comissão parlamentar de inquérito. Diante da inércia da presidência da Casa, os senadores recorreram ao STF para tornar obrigatória a instalação da investigação sobre o banco de Daniel Vorcaro.
Até o momento, o documento de suspeição ainda não foi protocolado no sistema eletrônico do tribunal. A expectativa é que o caso gere novos debates sobre os limites éticos e a necessidade de distanciamento entre membros do Judiciário e agentes políticos envolvidos em investigações criminais.
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