Maldivas: Concluído resgate dos corpos das últimas mergulhadoras italianas após tragédia
As Maldivas anunciaram nesta quarta-feira (20) a conclusão do resgate dos corpos das duas últimas mergulhadoras italianas que perderam a vida durante uma expedição em cavernas marinhas. O incidente, que chocou a comunidade internacional, levou a um complexo esforço multinacional para recuperar as vítimas e investigar as causas da tragédia. Com a recuperação de Giorgia Sommacal e Muriel Oddenino, encerra-se uma dolorosa busca que mobilizou equipes de diversos países.
Os corpos foram trazidos à superfície por volta das 12h04, horário local (3h04 no horário de Brasília), conforme comunicado pelo gabinete de imprensa da presidência das Maldivas. Juntamente com os demais, eles estão sendo transportados para um necrotério na capital, Malé, marcando o fim de uma operação de resgate desafiadora em um ambiente subaquático complexo.
Conclusão de uma busca complexa e dolorosa
A operação de resgate nas Maldivas chegou ao seu desfecho com a recuperação dos corpos de Giorgia Sommacal, filha de Monica Montefalcone, e da pesquisadora Muriel Oddenino. Anteriormente, na terça-feira (19), os restos mortais de Monica Montefalcone e do biólogo marinho Federico Gualtieri já haviam sido localizados e trazidos à superfície. O primeiro corpo a ser encontrado, ainda na quinta-feira (14), foi o do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, na entrada da caverna labiríntica do Atol de Vaavu.
Um dos elementos cruciais para a investigação, as câmeras corporais dos mergulhadores, também foram recuperadas. Essas gravações podem fornecer informações vitais sobre os últimos momentos da expedição e as circunstâncias que levaram à fatalidade. As câmeras foram entregues às autoridades locais, que estão em estreita colaboração com o Ministério Público italiano para esclarecer o acidente.
Os desafios da operação subaquática e a morte de um socorrista
A expedição, que se transformou em uma tragédia, envolvia um grupo de cinco mergulhadores italianos que exploravam as cavernas do Atol de Vaavu. A complexidade do ambiente subaquático e a profundidade da área de busca impuseram sérios desafios às equipes de resgate. Mergulhadores de caverna internacionais uniram forças com especialistas das Maldivas para localizar as vítimas.
A dificuldade da operação foi tristemente evidenciada pela morte de um dos mergulhadores militares envolvidos nas buscas. As autoridades acreditam que o falecimento foi causado por doença descompressiva, um risco inerente a mergulhos profundos e prolongados, ressaltando os perigos enfrentados pelos socorristas. Após uma breve interrupção, as buscas foram retomadas na segunda-feira (18), culminando na localização dos quatro corpos restantes na parte mais profunda da caverna marinha.
Investigações em curso para desvendar a tragédia
As autoridades das Maldivas estão conduzindo uma investigação aprofundada para determinar as causas exatas das mortes. Entre as hipóteses consideradas está a possibilidade de o grupo ter descido a uma profundidade muito maior do que a planejada ou segura. A colaboração entre as autoridades locais e o Ministério Público italiano é fundamental para o processo.
Um porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, informou que uma identificação preliminar confirmou as identidades dos italianos, mas o trabalho continuará para confirmação via DNA, com o apoio da Interpol e outros parceiros. Todos os corpos serão repatriados para a Itália, enquanto as Maldivas se comprometem a prosseguir com as investigações para apurar todos os fatos relacionados a este lamentável incidente. Para mais detalhes sobre o caso, clique aqui.
Quem eram as vítimas da expedição?
Os mergulhadores que perderam a vida nesta tragédia subaquática eram o instrutor Gianluca Benedetti, a professora associada de ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, o biólogo marinho Federico Gualtieri e a pesquisadora Muriel Oddenino. O grupo estava em uma expedição de mergulho a bordo do navio Duke of York.
Um sexto mergulhador, que fazia parte do grupo, decidiu não entrar na água no momento do mergulho fatal, conforme relataram as autoridades. A Cruz Vermelha prestou apoio psicológico a um total de 20 italianos que permaneceram a bordo do navio, sem relatos de lesões físicas entre eles.
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