Professores de Sobral reagem e denunciam convocação inesperada durante as férias
Professores da rede municipal de Sobral participaram, nesta quinta-feira (25), de uma reunião promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sobral (Sindsems) para discutir uma série de preocupações relacionadas aos direitos da categoria. O encontro, realizado no auditório da entidade, reuniu dezenas de profissionais e evidenciou o clima de insatisfação diante de informações que vêm circulando nas escolas sobre mudanças nas condições de trabalho durante o recesso escolar.
O principal motivo da mobilização é a possível convocação de cerca de 200 professores para atuarem durante todo o mês de julho em um programa de colônia de férias. Segundo os docentes, a medida seria uma compensação por um período de descanso concedido no início das atividades funcionais, situação que, conforme a categoria, já havia sido solucionada e publicada oficialmente. A falta de comunicação prévia gerou indignação entre os profissionais, muitos dos quais já haviam organizado viagens, consultas médicas e compromissos familiares para o período de férias.
Além da convocação, os participantes também demonstraram preocupação com a possibilidade de redução da carga horária e da retirada do direito às férias de 30 dias para professores temporários e cuidadores. O benefício havia sido recentemente estendido a esses profissionais, garantindo isonomia em relação aos servidores efetivos, e qualquer mudança é vista pela categoria como um retrocesso nos direitos conquistados.
Diante do impasse, a direção do Sindsems informou que buscou diálogo com a secretária de Educação, Cynira Sampaio, mas a reunião prevista para esta quinta-feira foi adiada por motivos de agenda institucional. Sem uma definição imediata, o sindicato decidiu reunir sua base para definir os próximos passos, que podem incluir uma audiência urgente com a Secretaria de Educação, acionamento do Ministério Público e a realização de atos públicos. Uma nova reunião está marcada para esta sexta-feira (26), quando os professores deverão deliberar sobre novas estratégias de mobilização.

