ONU denuncia 28 civis mortos em ataques do Paquistão no Afeganistão

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou a morte de pelo menos 28 civis afegãos em uma recente rodada de ataques aéreos e terrestres perpetrados pelo Paquistão em território vizinho. A informação, divulgada nesta segunda-feira, sublinha a gravidade da escalada de violência na fronteira entre os dois países.

Entre as vítimas fatais, a UNAMA detalhou que há mulheres e crianças, evidenciando o impacto devastador sobre a população mais vulnerável. Além dos óbitos, outras 49 pessoas ficaram feridas durante os bombardeios, que reacendem as tensões e a condenação internacional. O Talibã, que governa o Afeganistão desde 2021, também se manifestou, acusando o Paquistão de assassinar civis inocentes.

ONU detalha mortes de civis em províncias afegãs

Os ataques paquistaneses, que resultaram na trágica perda de vidas civis, ocorreram na noite de domingo (28/6). As províncias de Paktya, Paktika e Kunar, localizadas na região de fronteira, foram os alvos das operações militares. A UNAMA, ao confirmar os números, reforça a necessidade de proteção aos civis em zonas de conflito.

A presença de mulheres e crianças entre os mortos e feridos levanta sérias preocupações sobre a precisão dos ataques e o cumprimento do direito humanitário internacional. A comunidade global observa com apreensão o desenrolar dos acontecimentos, clamando por uma desescalada e a garantia da segurança da população.

Versão do Paquistão: alvos terroristas

Em contrapartida às alegações da ONU e do Talibã, o ministro da Informação do Paquistão, Atta Tarar, apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo a mídia estatal paquistanesa, as operações militares resultaram na morte de “25 terroristas”. Autoridades paquistanesas elevaram posteriormente esse número para 29 terroristas mortos nos recentes ataques na fronteira com o Afeganistão.

A nova onda de ataques foi justificada pelo Paquistão como uma resposta direta a um atentado anterior. Este ataque visou um quartel-general da força paramilitar Rangers, localizado na cidade de Karachi, no sul paquistanês, e resultou na morte de três membros das forças de segurança do Paquistão. Durante as operações, o Paquistão afirmou ter eliminado um líder do Jamaat-ul-Ahrar, um grupo dissidente do Tehrik-i-Taliban Pakistan (o Talibã Paquistanês), além de outros quatro membros da organização.

Escalada de tensões na fronteira

As hostilidades recentes entre Paquistão e Afeganistão são reflexo de antigas e complexas disputas. Historicamente, autoridades paquistanesas acusam o governo do Talibã de abrigar e permitir a atuação de grupos terroristas que representam uma ameaça ao território paquistanês. Essa acusação tem sido um ponto de atrito constante nas relações bilaterais.

O grupo fundamentalista, por sua vez, nega veementemente as acusações de dar refúgio a terroristas. Essa divergência de narrativas e a falta de um consenso sobre a segurança na fronteira continuam a alimentar um ciclo de violência e retaliações, com consequências trágicas para a população civil.

Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro das últimas atualizações!