Vereadora Luna Zarattini (PT) acusa Tarcísio de Freitas de ‘desmonte’ na educação e privatizações em São Paulo
A vereadora de São Paulo e pré-candidata a deputada federal, Luna Zarattini (PT-SP), teceu duras críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em entrevista concedida nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, ao Poder360. A parlamentar não poupou palavras ao descrever a situação do estado, classificando o chefe do Executivo paulista como o “inimigo número 1 da educação” e acusando-o de promover um “desmonte” generalizado no setor.
As declarações de Zarattini vêm à tona em um momento de efervescência política, com a proximidade das eleições. Ela detalhou uma série de problemas que, segundo sua análise, afetam diretamente a qualidade do ensino público em São Paulo, estendendo suas críticas a outras áreas cruciais da gestão estadual.
Luna Zarattini detalha críticas à educação paulista: um cenário desastroso
No centro das acusações da vereadora Luna Zarattini está a situação da educação no estado. A parlamentar descreveu um quadro alarmante, ressaltando a precariedade da infraestrutura escolar e o impacto das políticas governamentais sobre os profissionais de ensino.
“O que acontece hoje no Estado de São Paulo, na educação, é completamente desastroso. Falta privada, o teto das escolas está caindo, as escolas têm falta de estrutura. Os professores têm adoecido demais com a política de plataformização que o governador tem feito. Nem o professor consegue dar aula pelas plataformas nem os estudantes conseguem aprender. É um verdadeiro descaso”, afirmou Zarattini, evidenciando a gravidade dos problemas apontados.
Privatizações e o “Tarciságio”: impactos na infraestrutura
Além da educação, a vereadora petista estendeu suas críticas às políticas de privatização e concessão implementadas pela gestão de Tarcísio de Freitas. Ela mencionou especificamente a privatização da Sabesp, a companhia de abastecimento estadual, e as concessões de linhas de trens metropolitanos e metrôs, que têm gerado debates intensos na esfera pública.
Em um trocadilho com a política de pedágios no estado, Luna Zarattini referiu-se ao governador como “Tarciságio”, sublinhando o que considera um impacto negativo sobre a população. “Isso tem prejudicado muito aqueles e aquelas que trabalham com transporte no nosso Estado”, acrescentou, destacando as consequências diretas para os trabalhadores e usuários dos serviços.
Cenário político e a disputa em São Paulo
A entrevista de Luna Zarattini também abordou o panorama político de São Paulo e a dinâmica das alianças. Tarcísio de Freitas é um conhecido aliado da família Bolsonaro, tendo atuado como ministro da Infraestrutura durante a Presidência de Jair Bolsonaro (PL) e apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. Essa proximidade política é um ponto de constante atrito com a oposição.
Do lado do PT, o ex-ministro Fernando Haddad é o pré-candidato ao governo paulista, contando com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição. A vereadora expressou otimismo quanto às chances de Haddad, vislumbrando um crescimento nas pesquisas que poderia evitar um desfecho no primeiro turno.
“Vamos com tudo nessa eleição para varrer o bolsonarismo do Estado de São Paulo. Creio que Fernando Haddad é um ótimo pré-candidato ao governo do Estado, tem apresentado uma plataforma firme em defesa da educação, da saúde, da mobilidade, da segurança pública”, declarou Zarattini, reforçando a estratégia do partido para as próximas eleições.
O papel das redes sociais na política atual
A vereadora, que integra a coordenação da campanha de Lula, também analisou o cenário das redes sociais e o domínio da direita e extrema-direita nesse ambiente. Ela atribuiu essa hegemonia à atuação das big techs, argumentando que essas empresas não são neutras e possuem um lado político.
“As redes sociais são dominadas pela direita e pela extrema-direita porque as empresas, as big techs, não são neutras. É como se a gente estivesse jogando um jogo onde as regras não são ditadas por nós. A internet e as redes sociais não estão livres disso. Aliás, são controladas por essas big techs, que têm lado na política”, pontuou. Zarattini também associou o avanço da direita digital à proliferação de “discursos mais simplistas e respostas rápidas para problemas complexos”, em contraste com a abordagem da esquerda, que apresenta “programa de país, projeto de mundo e de sociedade”.
Apesar do desafio, a vereadora destacou avanços recentes da esquerda no ambiente digital, como a associação de Flávio Bolsonaro ao tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, que gerou o termo “TariFlávio”, demonstrando a capacidade de mobilização digital. Para ela, a ocupação das redes sociais passa por essa mobilização ativa e estratégica.
Você encontra mais notícias em nosso site www.sobralonline.com.br e redes sociais. Siga-nos em @SobralOnline para ficar por dentro das últimas novidades!

