Loja de vestidos de noiva em São Paulo enfrenta crise após suposto golpe milionário
A cena de noivas em busca de seus vestidos e respostas em frente a um ateliê na zona Oeste de São Paulo chocou a capital paulista. A loja My Vintage Dress, especializada em vestidos de noiva, viu suas operações serem interrompidas em meio a acusações de um desvio financeiro que ultrapassaria a marca de R$ 1 milhão. A proprietária, Camila Rossi, prestou depoimento à Polícia Civil após clientes registrarem boletins de ocorrência por suposto estelionato, revelando uma trama de prejuízos e incertezas.
O caso ganhou repercussão nacional, expondo a vulnerabilidade de sonhos e investimentos de dezenas de noivas. A situação, que inicialmente parecia uma falência súbita, desdobrou-se em uma complexa investigação policial, com a proprietária alegando ter sido vítima de um golpe perpetrado por uma ex-funcionária. A crise não apenas afetou a produção e entrega dos tão esperados trajes, mas também mergulhou a empresa em um cenário de dívidas e ações judiciais.
O suposto golpe e as medidas emergenciais da proprietária
A interrupção abrupta na produção de vestidos de noiva da My Vintage Dress, localizada na zona Oeste de São Paulo, teria sido desencadeada por um desvio financeiro de cerca de R$ 1 milhão. Segundo a proprietária Camila Rossi, que depôs à Polícia Civil, uma ex-funcionária seria a responsável pelo golpe. A revelação veio à tona após clientes começarem a registrar boletins de ocorrência por suposto estelionato, acendendo o alerta para a grave situação.
Diante da descoberta do prejuízo, a proprietária percebeu a inviabilidade de manter as operações da loja em sua plenitude. Conforme o advogado Luiz Augusto D’Urso, representante da defesa de Camila, a decisão foi fechar o estabelecimento temporariamente. O objetivo era concentrar esforços na conclusão dos vestidos já contratados, buscando minimizar os impactos para as noivas. Camila Rossi teria, inclusive, investido cerca de R$ 600 mil do próprio bolso para cobrir gastos e manter uma escala de trabalho reduzida, além de ter precisado demitir funcionários.
O tumulto das noivas e a busca por respostas
A notícia da suspensão das atividades da My Vintage Dress gerou um verdadeiro tumulto entre as clientes. Na última semana, um grupo de noivas se reuniu em frente à loja, na tentativa de obter respostas sobre seus vestidos e os prazos de entrega. A preocupação se intensificou após informações sobre uma possível falência da empresa circularem em grupos de mensagens, transformando o sonho do casamento em um pesadelo de incertezas.
Em resposta à crescente pressão e à repercussão do caso, Camila Rossi utilizou as redes sociais para se pronunciar. Ela esclareceu que a loja não havia quebrado financeiramente e que os trabalhos de confecção dos vestidos para as noivas que já tinham contratos fechados continuavam. A proprietária também relatou um incidente grave, onde um grupo de mais de 50 pessoas teria invadido o estabelecimento, resultando na retirada não autorizada de algumas peças. Por segurança, os vestidos foram transferidos para outro local.
Entre as clientes afetadas, Mari Sgarbosa, que contratou uma confecção sob medida em abril, afirma que tentava agendar provas do vestido, mas os compromissos eram constantemente cancelados. Já Mayra Fernandes relatou ter pago R$ 10 mil pelo aluguel de duas peças e afirma não ter recebido informações sobre reembolso ou previsão de entrega após a suspensão das atividades.
Desafios legais e a ação de despejo contra a loja
Além do suposto golpe e das cobranças das clientes, a My Vintage Dress enfrenta sérios desafios legais, incluindo uma ação de despejo. O processo, protocolado nesta quinta-feira (3) na 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, cobra um valor de R$ 720 mil em dívidas. A loja teria deixado de quitar parcelas do IPTU referentes a abril, maio, junho, julho e agosto de 2026, acumulando um débito de R$ 41.288,17. Com juros e correções contratuais, o montante exigido judicialmente atinge R$ 45.416.
A ação prevê a rescisão do contrato e o despejo coercitivo caso a empresa não quite o débito e os encargos no prazo de 15 dias após ser citada. A defesa de Camila Rossi informou que a proprietária não foi formalmente comunicada sobre o processo, mas está acompanhando o desenvolvimento do caso. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as ocorrências relacionadas ao episódio estão sendo registradas como estelionato, e as autoridades policiais avaliam cada situação para as medidas cabíveis. Para mais detalhes sobre o caso, você pode consultar a cobertura completa da CNN Brasil.
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