Oposição faz ofensiva contra Andrei no STF, Presidência, PF, PGR e MP
A oposição apresentou, na tarde desta terça-feira (8), uma ofensiva com pedidos contra o diretor-geral afastado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentados diretamente na Justiça Federal, na Polícia Federal, na Presidência da República, na Procuradoria-Geral da República e no Supremo Tribunal Federal. O movimento é liderado pelo Novo com apoio do PL.
As iniciativas pedem desde a prisão de Andrei Rodrigues até sua exoneração do comando da PF, além da abertura de investigações criminal, disciplinar e por possível improbidade administrativa.
Elas apontam que Andrei teria cometido irregularidades ao supostamente permitir o monitoramento ilegal de autoridades da República. Essa é também a base da decisão do ministro do STF André Mendonça, que determinou seu afastamento do comando da PF.
Ao ministro do STF Edson Fachin, o Novo, por meio dos advogados Sebastião Coelho, Carolina Sponza e Carolina Siebra, apresentou um pedido de prisão contra Andrei, argumentando que as informações divulgadas apontam para um possível monitoramento ilegal de autoridades da República, com destaque para André Mendonça. O partido já havia pedido a prisão de Andrei à Corte na semana passada, e a petição foi base para a decisão de Mendonça de hoje.
O partido também apresentou, na tarde desta terça-feira, ao vice-procurador-geral da República um pedido para que se apure a conduta do diretor-geral da PF.
Na esfera administrativa, o Novo se juntou a parlamentares da oposição, como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), e acionou a Corregedoria da Polícia Federal para pedir a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Andrei. A representação aponta, entre outras possíveis irregularidades, o suposto vazamento de informações sigilosas obtidas em razão do cargo.
O grupo também encaminhou ofício à Presidência da República pedindo a exoneração de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Foi encaminhada ainda uma representação ao Ministério Público Federal no Distrito Federal para que seja ajuizada ação de improbidade administrativa contra o diretor-geral da PF, caso sejam confirmadas as irregularidades apontadas.
A CNN Brasil procurou a PF e aguarda uma posição.
Fonte:CNN Brasil

