Barroso e Lewandowski ficam fora de manifesto pró-Fachin: saiba por quê

Os ex-ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski ficaram fora do manifesto de integrantes aposentados da Corte em apoio ao atual presidente do tribunal, Edson Fachin, em meio à crise institucional sem precedentes no Supremo.

Barroso decidiu não assinar o documento para preservar espaço para uma articulação interna no STF. Lewandowski, por sua vez, não foi convidado a aderir ao manifesto, segundo apurou a CNN.

Em mensagem enviada aos colegas, Barroso elogiou a iniciativa e afirmou que a integridade e o equilíbrio de Fachin “orgulham o Tribunal”.

Barroso, que deixou o cargo em outubro de 2025, explicou que deixou o STF há poucos meses e mantém relações pessoais de amizade com todos os integrantes da Corte. Disse ainda que, nas últimas semanas, conversou com vários ministros sobre possíveis saídas para a crise.

“Em recente e complexa internação hospitalar, recebi visitas de vários colegas, inclusive os que se encontram em posições antagônicas”, afirmou.

Barroso disse que a adesão a um manifesto externo poderia limitar sua atuação nas conversas reservadas com os ministros.

“Por essa razão, não me sinto confortável em assinar um manifesto externo, que me privaria da possibilidade de procurar contribuir internamente para o melhor encaminhamento do assunto”, escreveu.

No caso de Lewandowski, a CNN apurou que a decisão de não incluí-lo teria levado em conta o fato de o ex-ministro ser citado no caso Banco Master por causa de um contrato de consultoria no valor de R$ 5 milhões firmado entre seu escritório de advocacia e a instituição financeira.

Segundo interlocutores, também pesou sua passagem recente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Até o início deste ano, a Polícia Federal estava sob o guarda-chuva de sua pasta.

O embate interno de proporções inéditas é protagonizado pelos ministros Alexandre de Moraes, relator do inquérito das Fake News, e André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e do INSS.

Fonte:CNN Brasil