PF: ex-marqueteiro de Flávio enviou R$ 1 milhão à produtora de “Dark Horse”
O ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello de Oliveira Lopes, enviou R$ 1 milhão à Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A transferência aparece em uma comunicação sobre movimentações consideradas atípicas nas contas da Go Up analisada pela PF (Polícia Federal). O relatório, no entanto, não detalha a origem do R$ 1 milhão nem a finalidade do pagamento feito pelo marqueteiro, que é amigo pessoal do candidato do PL.
O publicitário deixou a campanha de Flávio em 20 de maio, em meio à repercussão dos áudios em que Flávio Bolsonaro pedia dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”. Flávio não é mencionado no relatório da PF.
A PF cumpre nesta quinta-feira 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados à investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”. Karina Gama e Mário Frias estão entre os alvos. Marcello Lopes não aparece entre os investigados pela operação.
O documento da PF consta da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a operação deflagrada nesta quinta-feira (10) contra alvos ligados à investigação sobre o financiamento do filme.
Segundo o relatório, a comunicação abrange movimentações realizadas nas contas da Go Up entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. Nesse período, a empresa movimentou R$ 19,03 milhões, sendo R$ 8,95 milhões em créditos e R$ 10,07 milhões em débitos.
“Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40, a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00, Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu R$ 1.000.000,00, a NTT Brasil Ltda., que enviou R$ 750.000,00 e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00”, diz o documento.
Marcello é citado uma única vez no relatório, justamente na relação dos principais remetentes de recursos para a produtora. A PF não informa nesse trecho qual era a relação dele com a Go Up, nem atribui especificamente irregularidade à transferência de R$ 1 milhão.
Fonte:CNN Brasil

