Dark Horse: Coaf identificou instituto como principal captador de recursos
O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fez três relatórios de inteligência financeira que embasaram a operação desta quinta-feira (10) contra o deputado federal Mário Frias (PL-SP), a empresária Karina da Gama e suas empresas, dentro da investigação sobre a produção do filme Dark Horse, que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).
A apuração da CNN, com base nos relatórios, detalha que o primeiro RIF mirou Mário Frias, Karina Gama, ICB (Instituto Conhecer Brasil), ANC (Academia Nacional de Cultura), Go Up, G07 e Upcon.
O segundo relatório teve foco em movimentações financeiras de Dinâmica Editora, Dayvid Medeiros, Super Leitores, MTS, LF&P, MarceloM7 e Projetus.
O terceiro contra Heric Dias, Luiza Dias, Raphael Azevedo e Pulsa Uniformes.
Como resultado do trabalho de inteligência financeira, o Coaf identificou o ICB, que é de propriedade de Karina da Gama, como principal captador de recursos, mas também detalhou que houve transferências para a ANC, repasses sucessivos entre entidades e empresas, saques e depósitos relevantes em espécie.
Os relatórios também levantaram as empresas que recebiam e redistribuíam valores e fizeram conexões financeiras entre pessoas e empresas investigadas.
Como mostrou a CNN, a Polícia Federal apontou mais de R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, responsável pelo filme Dark Horse.
As transações foram analisadas pelo Coaf nesses relatórios e enviadas à força policial. A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), divulgada nesta quinta-feira (10).
As movimentações atípicas foram recebidas pelo Coaf em 13 de julho, quando a PF iniciou intercâmbio de informações do caso.
Os relatórios do Coaf detalham que os apontamentos não são condenação tampouco uma prova isolada.
Do lado da Polícia Federal, a investigação suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa com, ao todo, 29 investigados. A PF também aponta que houve “maquiagem” de prestação de contas, por isso batizou a operação contra os alvos de “Make up”.
Os investigados ainda não se pronunciaram sobre a operação da PF.
Fonte:CNN Brasil

