Doenças malignas do sangue têm avanços em tratamento e diagnóstico

Quando pensamos em cânceres, raramente pensamos em doenças sanguíneas: pele, útero, próstata e outras regiões são as que costumam ser associadas ao quadro. No entanto, existem diversos quadros de células cancerosas no sangue, como as leucemias, linfomas e mielomas.

Esse foi o tema do “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” que vai ao ar no próximo sábado (17). Neste episódio, Dr. Roberto Kalil recebe os hematologistas João Guerra, coordenador médico do Setor de Hematologia e Coagulação do Einstein Hospital Israelita, e Lucila Kerbauy, pesquisadora e gerente médica de Terapia Celular Avançada da mesma instituição.

O que são os cânceres no sangue e como identificá-los?
Os especialistas começam explicando o que são esse grupo de doenças. “Quando a gente fala em doença maligna, muita gente imagina que acomete as células que são produzidas, que dão origem às hemácias, plaquetas e leucócitos. Mas quando a gente fala, por exemplo, em leucemia, ela é uma alteração lá na célula progenitora que vai dar origem às células do sangue”, explica Kerbauy. Com isso, células cancerosas dão lugar às células normais do sangue, que não cumprem suas funções.

Guerra explica como geralmente o paciente surge com uma infecção, sangramento ou anemia no pronto-atendimento ou no consultório médico. E nessas horas, o exame mais simples é o que mais dá pistas importantes. “É a partir do hemograma que a gente vai identificar alterações que levam à suspeita, porque começam a aparecer células no sangue hiperférico que não deveriam estar lá”, pondera Guerra.

Tratamentos avançam cada vez mais
“Você ter um diagnóstico hoje, por exemplo, de uma leucemia, não significa que você vai ter um prognóstico ruim”, resume Kerbauy. Ela explica como tratamentos como o transplante de medula óssea podem ser “menos agressivos e com resultados mais promissores”, como a especialista coloca. Ela exemplifica também como, nos linfomas de Hodgkin, o tratamento com imunoterapia tem substituído a quimioterapia, causando menos efeitos colaterais.

Os especialistas ainda tocaram em diversos temas, como hemofilia, trombose e outros aspectos das doenças do sangue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:CNN Brasil