Bolsonaro rebate cobranças para continuar ataques contra STF: ‘Deixa acalmar’
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (9), que está sendo cobrado para manter os ataques contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e rebater o pronunciamento do presidente da Corte, ministro Luiz Fux. “Deixa acalmar para amanhã”, disse o político sobre a pressão, indicando que o recuo das investidas publicado em nota oficial pode ser temporário.
O representante do Executivo nacional ainda rebateu as críticas feitas por apoiadores à carta em que afirmou nunca ter tido a ‘intenção de agredir quaisquer dos Poderes’. A nota oficial foi elaborada com a ajuda do ex-presidente Michel Temer.
“Nós temos que dar exemplo aqui em Brasília. Por mais que eu ache que você está fazendo a coisa errada, dá um tempo, deixa acalmar um pouquinho. Comecei a preparar uma nota… Telefonei ontem à noite para o Michel Temer, ele veio a Brasília, por dois momentos conversou comigo aqui, pouco mais de uma hora. Ele colaborou com algumas coisas na nota, eu concordei e publiquei. Não tem nada de mais ali.”
Na ocasião, o presidente esclareceu que possui “brigas pontuais” com alguns ministros do STF, não contra à Corte. Ele manifestou o desejo de conversar com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, um dos principais alvos dos ataques do gestor. Mas em seguida criticou o magistrando dizendo que ele não convence ninguém sobre urna eletrônica.
Bolsonaro ainda fez insinuações de cunho homofóbico ao comentar que Barroso anunciou a criação de comissão para tratar da transparência e segurança nas eleições.
“Se anuncia que está anunciando novas medidas protetivas por ocasião das urnas é porque elas têm brecha. É porquê, Barroso, elas são penetráveis. Entendeu, Barroso? Ministro Barroso, entendeu? As urnas são penetráveis, as pessoas podem penetrar nelas”, disse o presidente, em tom de deboche.
CRÍTICAS A RODRIGO MAIA
Bolsonaro também fez comentários homofóbicos em outro trecho da transmissão, quando citou a fala do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, agora secretário de Projetos e Ações Estratégicas do estado de São Paulo.
“Maia me acusou de gay. Lógico, o Maia falando e um jegue relinchando é a mesma coisa, mas poxa, os argumentos dele: ‘Ele é militar, tem vergonha de sair do armário, leva jeito’. Agora você vê a coincidência. Ele foi trabalhar com [João] Doria e começou a se interessar pela pauta LGBT. Ele quer agradar seu patrão. O gordinho quer agradar o patrãozinho dele”, afirmou.
Bolsonaro também disse que “não é justo” desmonetizar páginas que defendem o voto impresso. O TSE ordenou que as redes sociais cortem os repasses a canais investigados por fake news.
O presidente ainda questionou a razão de Barroso ser contrário ao voto impresso “de forma tão contundente”.
“Democracia é contraditório. Eu posso gostar e tu não gostar (sic). Já imaginou se eu gostar da mesma coisa que o Barroso?”, afirmou Bolsonaro.
Fonte: Diário do Nordeste

