Atlasintel se manifesta após suspensão de pesquisa eleitoral pelo TSE
A empresa de pesquisas AtlasIntel emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (8) posicionando-se sobre a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A determinação judicial suspendeu a divulgação da pesquisa eleitoral registrada sob o número BR-06939/2026, gerando um debate sobre os limites tecnológicos em levantamentos de opinião pública.
Em nota, o instituto reforçou que está colaborando integralmente com a Justiça Eleitoral. A empresa sustenta a legalidade de seu levantamento e expressa confiança de que a análise técnica das autoridades confirmará a robustez metodológica aplicada no estudo, que ouviu 5.032 entrevistados entre os dias 13 e 18 de maio de 2026.
Defesa da metodologia e o papel do áudio
O ponto central da controvérsia reside na utilização de um material em áudio que, segundo a acusação, poderia ter influenciado os resultados. A AtlasIntel esclarece que o conteúdo em questão não foi reproduzido durante a aplicação do questionário principal de intenção de voto.
De acordo com a empresa, os participantes respondiam a todo o questionário antes de qualquer contato com o material audiovisual. O instituto garante que não havia possibilidade de retorno para alteração de respostas após a conclusão da etapa principal, sendo o áudio apresentado apenas em um momento posterior e independente da pesquisa.
Funcionamento da ferramenta Atlas VRC
A empresa detalhou o uso da ferramenta Atlas VRC (Video Reaction Curve), utilizada após a coleta de dados eleitorais. O objetivo do sistema é medir, segundo a segundo, as reações positivas ou negativas dos participantes a conteúdos específicos.
A AtlasIntel argumenta que o VRC possui uma finalidade analítica distinta da pesquisa eleitoral. Para o instituto, a ferramenta serve exclusivamente para mensurar percepções sobre materiais audiovisuais, não sendo um instrumento voltado para a indução de votos.
Posicionamento da diretoria e contexto eleitoral
O diretor-presidente da empresa, Andrei Roman, negou qualquer viés político na condução dos estudos. Em sua declaração, o executivo enfatizou que a instituição pauta seu trabalho pela imparcialidade, rigor científico e precisão, reafirmando a credibilidade da marca como referência internacional.
O instituto ainda pontuou que pesquisas posteriores realizadas por outras entidades identificaram efeitos semelhantes sobre as intenções de voto após o episódio investigado. Segundo a empresa, isso sugere que os resultados observados refletiam uma dinâmica real da opinião pública, e não uma falha ou contaminação metodológica.
Impacto para o futuro das pesquisas
O caso é visto como um possível marco regulatório para o setor. A discussão coloca em evidência como a Justiça Eleitoral deve tratar a integração de tecnologias digitais com métodos tradicionais de sondagem.
A AtlasIntel afirmou que continuará à disposição das autoridades. A expectativa é que o processo contribua para o aperfeiçoamento das regras aplicáveis a novas metodologias, garantindo transparência e segurança jurídica para o processo eleitoral brasileiro. Para mais informações, consulte o portal oficial do TSE.
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