Coronavírus | Servidores do IFCE cobram suspensão de todas as atividades, pela saúde dos técnicos e terceirizados

Devido à pandemia de coronavírus/Covid-19, o Sindicato dos Servidores do IFCE enviou na terça-feira, 17/3, ofício solicitando ao reitor Virgílio Araripe e ao pró-reitor de Gestão de Pessoas, Ivam Holanda, a paralisação imediata de todas as atividades presenciais no IFCE, em todos os 35 campi, em todos os municípios, incluindo liberação dos servidores técnico-administrativos (TAEs) e terceirizados para trabalhar em home office, ressalvadas as atividades estritamente necessárias, como de segurança, ainda assim com revisão de ações e métodos, adotando esquema de rodízio/plantão, para segurança dos profissionais, de suas famílias e da população das cidades em que moram.

O SINDSIFCE tem recebido manifestações de servidores técnico-administrativos e de terceirizados, de diversos campi do IFCE, com forte indignação por terem de continuar trabalhando, diferentemente da liberação imediata a que tiveram os docentes, liberados, assim como os estudantes, assim que o alerta geral sobre a pandemia de coronavírus/Covid-19 foi feito pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, no último domingo.

É expressa a recomendação, pelas autoridades de saúde, do isolamento/distanciamento social como medida urgente para retardar a proliferação do vírus e evitar crescimento vertiginoso nos casos graves da doença e consequente colapso na rede de atendimento de saúde.

Os servidores avaliam como pertinentes, mas insuficientes as medidas anunciadas pela Reitoria do IFCE e pelo Comitê formado para tratar de medidas de urgência relativas ao Covid-19, quanto à situação do Instituto neste momento e nos próximos meses.

 Concordando com a paralisação das aulas, o Sindicato considera que esta deve ser formalizada “sine die”, ou seja, sem prazo previsto para retorno, até que haja expressa autorização dos órgãos de gestão da saúde pública. Depois de paralisar as aulas até 20 de março, o IFCE ampliou esse prazo para 3 de abril.

 O Sindicato ressalta que os servidores técnico-administrativos (TAEs) e terceirizados precisam ter o mesmo direito, em relação aos servidores docentes e aos estudantes, a se proteger, passando a trabalhar à distância – quando possível, em “home office” – e sendo liberados de cumprimento de atividades que não sejam absolutamente essenciais, sem prejuízo para seus salários e sua carreira.

Diálogo com a Reitoria, antes de recorrer à Justiça

O SINDSIFCE, que já suspendeu seu atendimento presencial e segue com todas as atividades, espera resposta com ações concretas da Reitoria, para diminuição dos técnicos e terceirizados em trabalho presencial. O Sindicato considera possível e preferível uma solução pelo diálogo, em prol da maior prudência, neste momento de extrema crise. Mas, caso não haja resposta à altura da gravidade da questão, a entidade avalia recorrer à Justiça, na defesa da saúde desses trabalhadores, de seus familiares e dos moradores de suas cidades.

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