De novos nomes a grandes mestres: o Brasil para descobrir na SP–Arte Rotas
A SP–Arte Rotas é uma feira para curiosos. Isso mesmo: uma feira para descobrir mais sobre arte, conhecer novos artistas, encontrar obras em diferentes formatos e, principalmente, encontrar muito do nosso Brasil em diversas expressões artísticas.
É também uma feira que pode caber mais no bolso. Os preços têm se mostrado mais acessíveis para quem quer dar os primeiros passos em uma coleção — ou incrementar uma que já existe —, inclusive com trabalhos de novos artistas que vêm ganhando espaço entre colecionadores e admiradores de arte.
É essa mistura que torna a Rotas tão interessante. Em um mesmo percurso, você pode descobrir um artista que começa a ganhar espaço no mercado e, alguns passos depois, estar diante de uma obra de um grande nome da história da arte brasileira. São diferentes gerações, linguagens e momentos da nossa arte convivendo no mesmo lugar, abrindo espaço para novas descobertas.
Por isso, selecionei artistas e obras que valem ser notados na SP–Arte Rotas 2026. Dos novos nomes aos artistas que já fazem parte da nossa história, a seleção abaixo é apenas um ponto de partida para percorrer a feira. A partir daí, cada um constrói a sua própria rota, faz suas descobertas e encontra aquilo que mais desperta o olhar. Vamos para a Rotas?
Os artistas, e suas respectivas galerias, para ficar de olho na SP-Arte Rotas:
Bernardo Liu – Galeria Claraboia
Juliana Lapa – Galeria Marco Zero
Bruno Vilela – Galeria Luis Maluf
Senk – Dan Galeria
Hugo Sá – Galeria Claraboia
Vivi Rosa – Janaina Torres Galeria
Shizue Sakamoto – Galeria Luis Maluf
Ramonn Vieitez – Galeria Marco Zero
Wallace Pato – Mitre Galeria
Entre os grandes nomes, vale procurar:
Heitor dos Prazeres – Almeida & Dale
Heitor dos Prazeres é um dos grandes nomes da arte brasileira, com uma produção que transformou cenas da vida popular, da música e do samba em registros muito particulares do Brasil.
Nascido no Rio de Janeiro, o artista construiu um legado vibrante, que pode ser apreciado em uma das obras apresentadas no estande da Almeida & Dale, que faz uma representação visual do samba, da cultura popular e do cotidiano carioca do século XX.
Maria Martins – Almeida & Dals
Um dos nomes fundamentais da escultura brasileira, Maria Martins tem uma produção marcada por formas orgânicas, referências à natureza e ao imaginário brasileiro. Embora seja principalmente conhecida como escultora, Martins também produziu pinturas, desenhos e gravuras, como a obra em aquarela e carvão sobre papel exibida na feira pela Almeida & Dale.
Adriana Varejão – Flexa Galeria
Vale procurar o trabalho de Adriana Varejão ligado à sua pesquisa sobre os tons de pele brasileiros, uma das investigações mais emblemáticas de sua trajetória e um ponto de partida interessante para pensar identidade, cor e as muitas maneiras de representar o Brasil. Natural do Rio, Varejão ficou conhecida pelas obras inspiradas nos azulejos portugueses, que são transformados em pinturas e esculturas cheias de cortes e rupturas.
Arcangelo Ianelli – Frente + James Lisboa
Arcangelo Ianelli é um dos grandes nomes da arte moderna brasileira. O estande reúne obras das décadas de 1960 e 1970, período importante de sua investigação em torno da abstração. Uma oportunidade de observar de perto sua relação com cor, formas e composição.
Tunga – Galeria Marco Zero
Vale procurar “Tacape”, de 1990, uma obra em ferro, ímã, limalha de ferro e folha de ouro do escultor e desenhista pernambucano Tunga. Seu trabalho chama a atenção não só pela forma, mas pela combinação de materiais e pelas relações que o artista cria entre eles.
Saint Clair Cemin – Almeida & Dale
Escultor brasileiro com uma importante trajetória internacional, Cemin transita entre formas reconhecíveis e imaginárias, criando esculturas que misturam referências, materiais e um universo muito particular.
Carybé – Galeria Sur
Um dos grandes destaques da feira: um painel monumental de 7,80 metros de largura, realizado em 1957 e apresentado ao público pela primeira vez. Em azulejos azuis e brancos, o artista Carybé, radicado no Brasil, retrata a vida rural e a iconografia nordestina, com vaqueiros, animais e personagens do cotidiano. É uma oportunidade rara de ver de perto uma obra dessa dimensão do artista. Se quiser levá-la para a casa, o valor é de R$ 6,5 milhões.
SP-Arte Rotas 2026
26 de agosto, exclusivo para convidados; 27 e 28 de agosto, das 13h às 20h; 29 de agosto, das 12h às 20h; 30 de agosto, das 12h às 19h / ARCA (Avenida Manuel Bandeira, 360 — Vila Leopoldina, São Paulo) / Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada) / Mais informações no site.
*Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.
Sobre Ana Luiza Brant
Formada em Comunicação e Audiovisual, além de ser Art Advisor e empreendedora no ramo cultural, Ana Luiza Brant atua com arte contemporânea desde 2011. Desenvolveu projetos voltados à difusão da arte e à ampliação do acesso ao universo artístico, explorando as possibilidades do ambiente digital para aproximar novos públicos e tornar a arte mais presente no cotidiano. Em 2019, fundou o Culture Kids, projeto dedicado a despertar o interesse das crianças pela arte, cultura e criatividade. A iniciativa busca ampliar o repertório das novas gerações. Seu trabalho cria pontes entre o público e o universo artístico de forma acessível, envolvente e significativa. Ana acredita na arte como uma linguagem universal, capaz de inspirar, transformar e ampliar as formas de ver e compreender o mundo e também de olhar para nós mesmos.
Fonte:CNN Brasil

