Devedômetro | Ipueiras, Pires Ferreira e outras 13 prefeituras cearenses estão em débito com os salários dos médicos

O número de municípios cearenses com pendências no pagamento dos salários dos médicos atingiu a marca de 15 em abril, conforme aponta o Devedômetro, divulgado na última terça-feira, 7, pelo Sindicato dos Médicos do Ceará. Entre os municípios listados estão: Acarape, Aracati, Catunda, Caucaia, Fortaleza, Horizonte, Limoeiro do Norte, Maranguape, Morada Nova, Mulungu, Icó, Ipueiras, Pacajus, Paramoti e Pires Ferreira. O Sindicato atualiza mensalmente esse levantamento.

A inclusão mais recente é a de Caucaia, que tem sido recorrente nos atrasos dos pagamentos dos médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital Municipal de Caucaia. No hospital os médicos pediatras vinculados à Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH) não recebem desde janeiro deste ano.

Confira abaixo os períodos de débito de cada município:

– Acarape: novembro e dezembro de 2020;

– Aracati: plantões dos dias 04 e 05 de março de 2019 – UPA;

– Catunda: plantões dos dias 06, 07, 09, 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de novembro de 2016;

– Caucaia: janeiro a abril de 2024;

– Fortaleza: julho e agosto de 2023;

– Horizonte: fevereiro de 2023;

– Limoeiro do Norte: novembro e dezembro de 2016;

– Maranguape: dezembro de 2020;

– Morada Nova: outubro de 2021;

– Mulungu: agosto, setembro e outubro de 2015;

– Icó: dezembro de 2016;

– Ipueiras: dezembro de 2020;

– Pacajus: 2016;

– Paramoti: dezembro de 2020;

– Pires Ferreira: 2012.

Como funciona o Devedômetro

Após receber denúncias de médicos com salários em atraso, o Sindicato tenta resolver o problema administrativamente, por meio de seu Departamento Jurídico. Esgotadas as negociações no âmbito administrativo, são tomadas medidas judiciais para garantir o respeito ao trabalho médico, e os nomes dos devedores são divulgados nas redes sociais e no portal oficial do Sindicato, sempre referindo-se aos débitos do mês anterior.

O Devedômetro está em vigor desde janeiro de 2017, como um mecanismo de transparência para revelar quais cidades não estão cumprindo com seus compromissos de pagamento aos profissionais de saúde, tendo já registrado até 31 municípios em débito.

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