Equipes buscam por 1.300 desaparecidos após avalanche no Nepal; veja o que se sabe sobre caso
Equipes de resgate ainda buscam por 1.300 desaparecidos, nesta quinta-feira (27), após as inundações e deslizamentos de terra que atingiram a fronteira entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete. O balanço mais atual é de 270 mortos.
Um vídeo registrado por uma câmera de segurança do lado chinês mostra como, na manhã de quarta-feira (26), uma avalanche de lama e destroços engole um prédio de vários andares, enquanto dezenas de pessoas correm para evitar a tragédia.
A enxurrada arrastou ônibus e carros com facilidade.
Segundo balanços oficiais ainda provisórios, o fenômeno matou 270 pessoas do lado nepalês e três do lado chinês, no Tibete.
O QUE CAUSOU A AVALANCHE?
Semelhante a um tsunami, a avalanche de água e lama foi provocada pelo colapso de uma geleira, de tamanha violência que foi registrado como um “evento sísmico” de 5,2 graus de magnitude, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
No Nepal, a enxurrada varreu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do Bhote Koshi, ao leste da capital.
As chuvas de monção, de junho a setembro, costumam provocar inundações e deslizamentos de terra mortais em todo o sul da Ásia. Segundo cientistas, as mudanças climáticas aumentam a intensidade e frequência desse tipo de fenômeno meteorológico extremo na região.
QUEM SÃO AS VÍTIMAS?
Após 24 horas da tragédia, as autoridades do Nepal continuam sem notícias de 823 pessoas, incluindo 517 turistas estrangeiros.
Entre eles há 178 cidadãos da Índia, 65 dos Estados Unidos, 53 da Ucrânia, 51 da Malásia, 35 da Austrália, 33 do Reino Unido e 25 do Canadá, informou o Departamento do Turismo.
Do outro lado da fronteira, a imprensa estatal chinesa informou que o balanço pelo “deslizamento de lama” que atingiu o porto tibetano de Gyirong é de três mortos. Também citou 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros, mas não revelou suas nacionalidades.
QUAIS AS ÁREAS AFETADAS?
A grande avalanche devastou vilarejos inteiros e soterrou andares inferiores de prédios de vários pavimentos. Nesta quinta (27), equipes de resgate avançam com dificuldade através da lama e dos escombros nas áreas afetadas em busca de sobreviventes.
O diretor no Nepal da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), David Fisher, fez um alerta sobre a dimensão da catástrofe e afirmou que “povoados inteiros e áreas de mercado foram destruídos”.
O governo dos Estados Unidos prometeu uma ajuda de 500.000 dólares, o equivalente a R$ 2,5 milhões.
Especialistas advertiram que um bloqueio persistente em um rio na fronteira entre o Nepal e a China pode causar uma nova inundação.
Vídeos divulgados pela polícia nepalesa registraram como a água da enchente subiu por um dos rios e destruiu casas inteiras pelo caminho, enquanto imagens da AFP mostram o andar superior de uma casa emergindo do solo lamacento.
O Exército nepalês realizou diversos sobrevoos na área e resgatou dezenas de pessoas, enquanto outras que viviam em áreas de risco perto do rio receberam ordens para deixar estes locais. O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que “a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para buscar e resgatar as pessoas desaparecidas”, segundo a imprensa estatal.
Fonte:Diário do Nordeste

