Gasolina e diesel no Ceará: preço médio havia subido antes da alta da Petrobras

Novo levantamento mostra que os preços médios do litro da gasolina e do diesel no Ceará tiveram leve alta nos postos de combustível na passagem da semana de 5 a 11 de junho para 12 a 18 deste mesmo mês, antes de passar a valer o reajuste da Petrobras nas refinarias.

Dados da Agência nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a gasolina estava a R$ 7,37 e passou para R$ 7,404, enquanto o diesel foi de R$ 7,29 a R$ 7,307.

Acontece que, na máxima, a gasolina continua a bater os R$ 8,30, mas o óleo diesel recuou de R$ 7,79 para R$ 7,69 no limite de precificação encontrado no Estado.

Os maiores valores continuam sendo encontrados no município de Crateús.

As elevações de preços se deram principalmente nas precificações mínimas encontradas.

Enquanto na semana de 5 a 11 de junho, o menor valor encontrados foi de R$ 6,85 para a gasolina em Fortaleza, de 12 a 18 de junho a comercialização mínima encontrada foi de R$ 6,95 na Capital.

O diesel permaneceu na mínima de R$ 6,89 em Juazeiro do Norte na passagem de um levantamento para o outro.

Dente os municípios pesquisados, apenas Maracanaú apresentava média do diesel acima da gasolina nas bombas dos posto de combustível, com venda a R$ 7,29 contra R$ 7,23.

Veja preços da gasolina no Ceará antes da alta da Petrobras

Gasolina no Ceará

PREÇO MÉDIO PREÇO MÍNIMO PREÇO MÁXIMO
R$ 7,404 R$ 6,95 R$ 8,30
Fonte: ANP – semana de 12/06/2022 a 18/06/2022
Gasolina no Ceará – Preços por município PREÇO MÉDIO PREÇO MÍNIMO PREÇO MÁXIMO
Canindé R$ 7,588 R$ 7,44 R$ 7,78
Caucaia R$ 7,266 R$ 7,07 R$ 7,99
Crateús R$ 7,889 R$ 7,7 R$ 8,30
Crato R$ 7,67 R$ 7,56 R$ 7,69
Fortaleza R$ 7,341 R$ 6,95 R$ 7,99
Icó R$ 7,767 R$ 7,49 R$ 7,89
Iguatu R$ 7,59 R$ 7,49 R$ 7,65
Itapipoca R$ 7,887 R$ 7,88 R$ 7,89
Juazeiro do Norte R$ 7,483 R$ 7,23 R$ 7,89
Limoeiro do Norte R$ 7,955 R$ 7,94 R$ 7,96
Maracanaú R$ 7,232 R$ 7,15 R$ 7,37
Quixadá R$ 7,31 R$ 7,16 R$ 7,57
Sobral R$ 7,965 R$ 7,89 R$ 7,999
Fonte: ANP – semana de 12/06/2022 a 18/06/2022 – maiores e menores preços estão em negrito

Veja preços do diesel no Ceará antes da alta da Petrobras

Diesel no Ceará

PREÇO MÉDIO PREÇO MÍNIMO PREÇO MÁXIMO
R$ 7,307 R$ 6,89  R$ 7,69
Fonte: ANP – semana de 12/06/2022 a 18/06/2022
Diesel no Ceará – Preços por município PREÇO MÉDIO PREÇO MÍNIMO PREÇO MÁXIMO
Maracanaú R$ 7,29 R$ 7,29 R$ 7,29
Crateús R$ 7,415 R$ 7,29 R$ 7,69
Crato R$ 7,358 R$ 7,17 R$ 7,49
Fortaleza R$ 7,26 R$ 6,99 R$ 7,40
Icó R$ 7,294 R$ 7,15 R$ 7,39
Iguatu R$ 7,376 R$ 7,19 R$ 7,59
Juazeiro do Norte R$ 7,275 R$ 6,89 R$ 7,55
Limoeiro do Norte R$ 7,24 R$ 7,24 R$ 7,24
Quixadá R$ 7,14 R$ 6,99 R$ 7,29
Fonte: ANP – semana de 12/06/2022 a 18/06/2022 – maiores e menores preços estão em negrito

A partir de quando os preços dos combustíveis vão aumentar?

A Petrobras anunciou na sexta-feira, 17, novo reajuste para o preço de refinaria da gasolina e diesel.

No diesel, preço médio sobe de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. Aumento já vale a partir deste sábado, 18 de junho.

Com isso, o reajuste dos combustíveis nas refinarias foi de 5,18% ou R$ 0,20 na gasolina e de 14,26% ou R$ 0,70 no diesel.

Como os percentuais ainda não igualam com o mercado internacional, ainda há alta dos combustíveis represada que não foi repassada ao consumidor.

Mas, alguns postos já aumentaram valores e outros ainda trabalham com estoque anterior ao reajuste.

Reajuste no gás de cozinha?

A Petrobras ainda informou que não reajustará, por enquanto, o preço do gás de cozinha.

Há quanto tempo os combustíveis não eram reajustados pela Petrobras?

Segundo a Petrobras, o reajuste da gasolina é o primeiro em 99 dias, desde 11 de março. No caso do diesel, o represamento era feito há 42 dias, desde 10 de maio.

A Petrobras anunciou novo aumento da gasolina e do diesel a partir do sábado, 18 de junho. Mas qual o motivo dos preços dos combustíveis não pararem de subir?

Preços dos combustíveis seguem o mercado internacional

Acontece que a estatal possui uma política de paridade de preços, em que os valores nas refinarias são reajustados de acordo com o mercado internacional, baseado tanto no dólar, como principalmente na cotação do Brent, barril de petróleo.

  • Reajuste da gasolina deveria ser de 13% para repor defasagem, apontam importadores

O barril de petróleo Brent está em alta e a previsão da financeira multinacional Goldman Sachs Group é que chegue a mais de US$ 130 nos últimos 12 meses encerrados em julho e, segundo previsão do Bank of America (BofA), passar ainda os US$ 150 até o fim do ano.

Uma das causas dessa alta é justamente o conflito entre Ucrânia e Rússia, que já impactou na alta do petróleo logo em 7 de março, quando a commoditie atingiu acima de  US$ 139, no valor mais elevado desde 2008.

Vai adiantar baixar impostos sobre os combustíveis?

Diante deste cenário de alta dos preços dos fatores que impactam o valor dos combustíveis no Brasil, o consultor de Petróleo e Gás, Ricardo Pinheiro, ex-presidente da associação dos engenheiros da Petrobras, afirma que a política de paridade de preços adotada pela Petrobras irá reverter qualquer economia gerada pelo teto do ICMS em um médio e longo prazo.

“Como a pressão de aumentos de preços não depende necessariamente de mercado interno, nacional, e devido a crises sanitárias e conflitos bélicos acontecendo atualmente, os preços dos combustíveis e energia elétrica estão em processos de elevação e ficarão assim ainda por muitos meses”, destaca.

  • Petrobras anuncia alta de preços da gasolina e do diesel

Antes do aumento de preços da Petrobras anunciado na sexta-feira, 17 de junho, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) pontua que a defasagem de preços entre o mercado nacional e internacional para gasolina e diesel estava em 16%.

Na prática, o percentual representa o máximo do reajuste de preço possível que deve ser implementado pela Petrobras nas refinarias com atuação no mercado nacional.

Quanto os combustíveis ainda vão subir?

Cálculo diário com base na política de preços da Petrobras mostra que a defasagem média no preço médio em oferta no Brasil a preços desta sexta-feira, 17, chega a 13% para a gasolina e o novo reajuste da Petrobras repõe 5,2% dando continuidade à defasagem de preços.

A análise foi da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

  • Redução do ICMS: entenda o projeto que mexe com combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transporte coletivo
  • Alta dos combustíveis: “Realmente ele não tinha ideia de que isso ia acontecer”, ironiza secretária do Ceará sobre Artur Lira

Antes do reajuste anunciado, com base na política de preços de paridade internacional (PPI), praticada pela Petrobras, a Abicom estimam que o litro da gasolina nas refinarias deveria estar custando em média R$ 0,57 mais caro.

Ainda segundo o cálculo da Abicom, desde o último reajuste realizado pela estatal, em março, a defasagem real no mercado era de R$ 0,33 por litro de gasolina.

Quanto deve custar o litro da gasolina nos postos de gasolina após o reajuste?

A Petrobras anunciou mais um aumento do preço dos combustíveis nas refinarias a ser repassado aos distribuidores e postos de combustíveis.

A estatal estima aumento de pelo menos R$ 0,15 no preço do litro da gasolina nos postos de gasolina.

Essa previsão leva em consideração somente a parcela de lucro da Petrobras.

Qual o impacto ao consumidor com redução do ICMS?

O Governo Federal projeta que o pacote pode reduzir em até R$ 1,65 o litro da gasolina e em R$ 0,76 o do óleo diesel.

Porém, muitos especialistas divergem desta conta porque não há garantias de que neste período a Petrobras não vai reajustar seus preços, ainda mais considerando que a defasagem média em relação aos preços do mercado internacional é de 17% para gasolina e de 16% para o diesel.

E como a cadeia de combustíveis não é regulada em todas as etapas, também não há garantia de que as distribuidoras não vão mexer na margem de lucro para compensar eventuais perdas.

Mas, a tendência é que, em tese, os preços desses produtos baixem em um primeiro momento, talvez não na proporção estimada pelo Governo, mas voltem a subir com o tempo.

O deputado federal Danilo Forte (União-CE), autor do projeto de lei, projeta ainda uma redução de 1,6% na inflação do Brasil, caso a medida seja aprovada e entre em vigor a partir de julho.

Fonte: OPovo

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.