Hugo Motta se defende de acusações em voo particular sob investigação da Polícia Federal
O cenário político brasileiro volta a ser palco de uma investigação que coloca em xeque a conduta de parlamentares. Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), veio a público para refutar veementemente as alegações de irregularidades em um voo particular realizado em 2025. A Polícia Federal (PF) apura o transporte de bagagens sem a devida fiscalização aduaneira na aeronave, que também contava com a presença do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A defesa de Motta surge em meio a um inquérito que ganhou repercussão nacional, levantando questionamentos sobre a fiscalização em voos privados e a conduta de figuras públicas. O caso, que envolve outros congressistas, agora está sob a alçada do Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado dos envolvidos.
A Defesa Enfática do Presidente da Câmara
Em sua manifestação, Hugo Motta fez questão de assegurar que sempre cumpriu rigorosamente todas as normas em seus deslocamentos aéreos. Ele enfatizou que as filmagens da segurança do aeroporto demonstram que suas bagagens e as de sua esposa, Luana Madeiros, foram devidamente submetidas ao processo de raio-x.
“Nós não temos o que esconder. Não é verdade que aquelas bagagens que porventura não tenham passado pelo detector sejam minhas ou da minha mulher”, declarou Motta em entrevista ao programa TMC 360. O deputado federal expressou ter “plena convicção” de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) constatará a conformidade de todos os procedimentos adotados pelo casal. Ele reforçou seu compromisso com a legalidade, afirmando: “Eu jamais usaria a prerrogativa do cargo que exerço momentaneamente para tentar burlar as leis do meu país. Sempre cumpri e sempre cumprirei as regras e as leis da aduana do Brasil, porque esse é o dever de todo cidadão brasileiro”.
Os Detalhes da Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal concentra suas investigações em um incidente ocorrido em 20 de abril de 2025, no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP). A apuração visa esclarecer a entrada de volumes sem a fiscalização aduaneira exigida durante o desembarque do voo particular de prefixo PP-OIG.
Além de Hugo Motta e do senador Ciro Nogueira, a aeronave transportava os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O grupo retornava de uma viagem à ilha de São Martinho. As gravações do circuito interno de segurança do aeroporto, analisadas pela corporação e que integram o inquérito obtido pelo g1, registraram o momento em que um auditor fiscal teria permitido a passagem de volumes sem a submissão ao raio-x, sob a condução do piloto José Jorge de Oliveira Júnior.
Envolvimento do Auditor e a Competência do STF
A aeronave em questão pertence ao empresário Fernando Oliveira de Lima. A Polícia Federal está investigando suspeitas de facilitação de contrabando e prevaricação, com foco na conduta do auditor fiscal que supostamente autorizou a liberação irregular das bagagens. A gravidade das acusações e a presença de parlamentares de alto escalão deram um novo rumo ao caso.
Com o avanço das apurações e a identificação dos deputados e do senador no voo, o inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. A presença dos congressistas atrai a competência da Corte, em razão do foro privilegiado, prerrogativa que assegura que processos contra políticos que ocupam determinados cargos públicos sejam julgados por instâncias superiores.
Para mais notícias e atualizações sobre este e outros temas relevantes, acesse nosso site www.sobralonline.com.br e siga nossas redes sociais @SobralOnline.

